<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2777024352566038693</id><updated>2011-07-28T14:20:18.462-07:00</updated><category term='Tecnologia'/><category term='sociedade'/><category term='depressão'/><category term='Alienação'/><category term='pós-modernidade'/><category term='Suicídio'/><title type='text'>Divã do Curioso</title><subtitle type='html'>Assuntos sortidos do cotidiano; Psicologia; Devaneios</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://divadocurioso.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://divadocurioso.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Flávio Simões de Andrade Penna (vulgo Fau)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17100109477149566957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_ayX1H1bY7Ng/SJaXOgSE1SI/AAAAAAAAAAk/i5iJDtq9ses/S220/DSC00048.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>32</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2777024352566038693.post-1973596805381690117</id><published>2010-02-27T04:54:00.001-08:00</published><updated>2010-02-27T05:00:47.150-08:00</updated><title type='text'>Cinzas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho postado pouco ultimamente, e os temas têm me interessado menos. Talvez seja efeito da rotina, no entanto tenho atentado à um fenômeno cada vez mais crescente e aparente (talvez o que tenha se tornado banal algumas vezes vem a tona na forma de sintomas sociais). Cada vez é menos absurdo o olhar desviante que damos aos homens e mulheres que se acham jogados pelas ruas, trajando vestes cinzas (que os confunde com o cinza das ruas), olhares que não tem brilho, ou ofuscam tanto que nossas cabeças são obrigadas a se inclinar para o lado e evitar o impactante vislumbre de um homem sujo, que fala coisas desconexas e as vezes agressivas, que machuca as narinas de quem passa e estende a mão. A imagem não é das mais agradáveis pois trata-se de uma das falhas que a sociedade não foi capaz de consertar, então massacra até virar cinza, até virar nada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com relação ao olhar, convém não fazê-lo. A criatura pode levantar-se, amedrontar meus sonhos, minha concepção de mundo, meu entendimento do real. O real deve seguir uma linha reta e sem obstruções. É doloroso topar com uma pedra no caminho. Num mundo cor de rosa que cheira a morango artificial não há lugar para a realidade quebrante do homem que não participa da movimentação da economia, não contribui com o consumo, em torno dele não giram grandes valores, grandes marcas, seu estomago não digere os frutos da beleza do capital (a menos que encontrados no lixo). O maltrapilho é assustador, um ser tão superior ao proletariado, pois não participa em nenhum momento dês da extração passando pelo processo de produção e por ultimo o consumo, essa classe de miseráveis participa da coleta do lixo, a ultima etapa do belo processo que faz o capital girar.&lt;br /&gt;Dos que vivem do lixo há também os que vivem no lixo e os que vivem com o lixo: portanto não é admirável comparar o homem de rua com o lixo, comparação nada desqualificada de razão. Ora, o que a sociedade nega a existência é o lixo, este por sua vez desaparece no momento em que é jogado fora, deixa de existir, desaparece quando redireciono o olhar (em um processo esquizofrênico mesmo), a realidade é tão deturpada apenas por aquilo que lhe é apresentada, é tão dura e cruel, as luzes não iluminam o lixo, iluminam os produtos, mal se pode ver a produção a não ser que trabalhe nela (trabalho duro e pouco remunerado)&lt;br /&gt;Se se esquecem que por trás daquelas roupas sujas há um homem com desejos, anseios, frustrações, amores então não fica dificil vê-lo como um animal e não SE RECONHECER no ser que topa na rua. Estão expostos à ação do tempo, da violência e do descaso. Por isso somos esquizofrênicos que não querem ver a verdadeira realidade (o tipo mais grave da patologia) ,basta a realidade criada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2777024352566038693-1973596805381690117?l=divadocurioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://divadocurioso.blogspot.com/feeds/1973596805381690117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2777024352566038693&amp;postID=1973596805381690117' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/1973596805381690117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/1973596805381690117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://divadocurioso.blogspot.com/2010/02/cinzas.html' title='Cinzas'/><author><name>Flávio Simões de Andrade Penna (vulgo Fau)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17100109477149566957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_ayX1H1bY7Ng/SJaXOgSE1SI/AAAAAAAAAAk/i5iJDtq9ses/S220/DSC00048.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2777024352566038693.post-4750695843238711197</id><published>2010-02-12T11:27:00.000-08:00</published><updated>2010-02-12T11:44:35.000-08:00</updated><title type='text'>O Ser (parte2)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ayX1H1bY7Ng/S3WspaYTQsI/AAAAAAAAAC8/HRfhMjf8wBY/s1600-h/Dalai_Lama_1430_Luca_Galuzzi_2007crop.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 308px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ayX1H1bY7Ng/S3WspaYTQsI/AAAAAAAAAC8/HRfhMjf8wBY/s400/Dalai_Lama_1430_Luca_Galuzzi_2007crop.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437441952575603394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dalai_Lama"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma árvore em flor fica despida e despojada de suas folhas no outono. A beleza transforma-se em feiúra, a juventude transforma-se em velhice e os erros, em virtude. As coisas não permanecem sempre as mesmas e nada existe realmente, as aparências e o vazio existem de forma simultânea (Dalai Lama). Gosto das explicações do ser, prefiro as dos poetas, os filósofos poetas e os psicólogos metidos a tudo isso. O ser é o estar-sendo, não somos porque no momento seguinte somos outra coisa, portanto somos nada, fazemos parte do nada e devemos reconhecer que ‘nada tem sentido‘. Nada pode ser porque um dia deixará de ser, portanto a árvore está sendo, assim como as pessoas e o universo. O tempo não se reconhece a não ser pelo conceito humano de tempo, que muda, varia, distorce a realidade, deixa de ser. Se não há tempo e as coisas não são de fato, a realidade é uma brincadeira, dá esse espaço de transcendência entre o nada e o vir-a-ser. O que estou sendo agora e o que posso me tornar, eis a transcendência do vir-a-ser cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se eu vivo em um plano em que nada é, e nada faz sentido, então minha consciência circula em um espaço finito, em que há um fim a se alcançar que seriao ser absoluto. Em Deus a humanidade pode então dar um ponto de início e de capacidade de raciocínio para a criação do universo e da consciência  humana. Há portanto um universo finito e uma consciência finita dentro dessa maneira de pensar, pois a razão humana já fora explorada ao máximo no período moderno, o cotidiano do período pós moderno é justamente o ponto em que o homem já não encontra soluções para os seus problemas, portanto busca a Deus novamente, mas não mais em forma de imposição inquisitiva, mas no marketing da igreja pós-moderna. Em geral essas  formas de se pensar nos levam a conclusões que dizem respeito ao capital e ao consumismo. Acredito que esses são pontos interessantes de se discutir, mas além dessa aparência que nos salta aos olhos, tão escancaradamente que mal podemos enxergar, tornando-se banal à sociedade e objeto de estudo da filosofia e psicologia moderna, há a esperiência do sagrado. Os estudos que foram feitos anteriormente tratando desse assunto exploraram bastante as relações do homem com agentes atenuadores da angústia presentes no mercado. Em termos existencialistas pode-se observar o vazio do humano perante a sua existência e o seu vir-a-ser, consumindo mais ele atribui valor a sua existência, seu tempo é preenchido com futilidades que são capazes de dar conta do vazio e do tédio existencial. Alguns adornos à vida e alguma(as) ideologia(s) são capazes de atenuar a angústia do sujeito pós moderno. As academias, as farmácias, as -igrejas e porque não, os consultórios de psicoterapia, são formas de atenuar essa angústia do vir-a-ser. Portanto me parece ser de nosso interesse acrescentar um estudo baseado em relatos de pessoas que vivem a sensação de estar em transe enquanto participa de um ritual  religioso, ou um culto (como tem se costumado chamar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até esse ponto já tenho tido algumas idéias, aos poucos vou postando mais...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2777024352566038693-4750695843238711197?l=divadocurioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://divadocurioso.blogspot.com/feeds/4750695843238711197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2777024352566038693&amp;postID=4750695843238711197' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/4750695843238711197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/4750695843238711197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://divadocurioso.blogspot.com/2010/02/uma-arvore-em-flor-fica-despida-e.html' title='O Ser (parte2)'/><author><name>Flávio Simões de Andrade Penna (vulgo Fau)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17100109477149566957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_ayX1H1bY7Ng/SJaXOgSE1SI/AAAAAAAAAAk/i5iJDtq9ses/S220/DSC00048.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ayX1H1bY7Ng/S3WspaYTQsI/AAAAAAAAAC8/HRfhMjf8wBY/s72-c/Dalai_Lama_1430_Luca_Galuzzi_2007crop.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2777024352566038693.post-7168183918691182191</id><published>2010-01-23T06:26:00.000-08:00</published><updated>2010-01-23T06:29:15.339-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='depressão'/><title type='text'>Episódios depressivos</title><content type='html'>Crie uma imagem em sua mente: imagine que está no pólo sul, no entanto há um sol brilhando no céu. Você tiraria sua camisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depressão é uma palavra freqüentemente usada para descrever nossos sentimentos. Todos se sentem "para baixo" de vez em quando, ou de alto astral às vezes e tais sentimentos são normais. A depressão, enquanto evento psiquiátrico é algo bastante diferente: é uma doença como outra qualquer que exige tratamento. Muitas pessoas pensam estar ajudando um amigo deprimido ao incentivarem ou mesmo cobrarem tentativas de reagir, distrair-se, de se divertir para superar os sentimentos negativos. Os amigos que agem dessa forma fazem mais mal do que bem, são incompreensivos e talvez até egoístas. O amigo que realmente quer ajudar procura ouvir quem se sente deprimido e no máximo aconselhar ou procurar um profissional quando percebe que o amigo deprimido não está só triste. &lt;br /&gt;Uma boa comparação que podemos fazer para esclarecer as diferenças conceituais entre a depressão psiquiátrica e a depressão normal seria comparar com a diferença que há entre clima e tempo. O clima de uma região ordena como ela prossegue ao longo do ano por anos a fio. O tempo é a pequena variação que ocorre para o clima da região em questão. O clima tropical exclui incidência de neve. O clima polar exclui dias propícios a banho de sol. Nos climas tropical e polar haverá dias mais quentes, mais frios, mais calmos ou com tempestades, mas tudo dentro de uma determinada faixa de variação. O clima é o estado de humor e o tempo as variações que existem dentro dessa faixa. O paciente deprimido terá dias melhores ou piores assim como o não deprimido. Ambos terão suas tormentas e dias ensolarados, mas as tormentas de um, não se comparam às tormentas do outro, nem os dias de sol de um, se comparam com os dias de sol do outro. Existem semelhanças, mas a manifestação final é muito diferente. Uma pessoa no clima tropical ao ver uma foto de um dia de sol no pólo sul tem a impressão de que estava quente e que até se poderia tirar a roupa para se bronzear. Este tipo de engano é o mesmo que uma pessoa comete ao comparar as suas fases de baixo astral com a depressão psiquiátrica de um amigo. Ninguém sabe o que um deprimido sente, só ele mesmo e talvez quem tenha passado por isso. Nem o psiquiatra sabe: ele reconhece os sintomas e sabe tratar, mas isso não faz com que ele conheça os sentimentos e o sofrimento do seu paciente.&lt;br /&gt;::: mais sobre depressão em http://www.psicosite.com.br/tra/hum/depressao.htm :::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2777024352566038693-7168183918691182191?l=divadocurioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://divadocurioso.blogspot.com/feeds/7168183918691182191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2777024352566038693&amp;postID=7168183918691182191' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/7168183918691182191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/7168183918691182191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://divadocurioso.blogspot.com/2010/01/episodios-depressivos.html' title='Episódios depressivos'/><author><name>Flávio Simões de Andrade Penna (vulgo Fau)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17100109477149566957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_ayX1H1bY7Ng/SJaXOgSE1SI/AAAAAAAAAAk/i5iJDtq9ses/S220/DSC00048.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2777024352566038693.post-7951324418897384070</id><published>2010-01-02T21:53:00.000-08:00</published><updated>2010-01-02T21:55:43.329-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pós-modernidade'/><title type='text'>Era do esvaziado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Cabe ao humano de hoje representar uma vida cretina e mediocre por não ter coragem de lutar pelo que é justo e seu por direito. Ao falar de direito penso no ser da razão, da consciência e da soberba, da imagem e semelhança de Deus, eu lhes apresento o sujeito pós-moderno. Mas tem tanto aí da evolução humana (no sentido de sociedades e de desenvolvimento “individual”), das características de ser um ser de consciência. Ora, nada é senão por meio da consciência humana. Se não um pedaço de matéria no espaço/universo, este computador só é por meio da minha existência, do meu ser. O meu ser faz algo ser, inclusive a minha existência, esta por sua vez só é porque eu e outro ser de consciência somos e podemos, através da linguagem, dizer e pensar sobre mim (simbolizar, significar – tornar isso um símbolo), portanto, só sou porque alguém me reconhece como tal.&lt;br /&gt;Toda essa discussão é para que possamos chegar ao ponto de partida, o resultado de alguns milhares de anos de espécie humana ao que somos agora. Criaturas que possuem o poder de se autodestruir, de desejar e ser um ser de desejo (do sem fim, do universo que criamos). Foge a compreensão o fato de que para um humano dos tempos de hoje, consumir e descartar são as únicas fontes do desejo, esperadas que sejam cumpridas pelos outros seres da razão. Perdemo-nos em nossa razão sem sentido, nossas compulsões aceitas socialmente. Queremos algo que, na grande maioria dos casos, mal se sabe o que é. É viver feliz, mas esquecemos de pensar esse conceito, ser saudável, mas o que é saúde? Será que bem estar físico e mental basta pra compreender o conceito de saúde? Um homem que satisfaz seus desejos, seus prazeres, mas um câncer o assola e o aterroriza, com dia e hora marcados para a morte fulminante, está feliz? Será que ao fumar ele não se sente bem, ou será que a culpa o corrói, a vergonha e o medo da morte, que tanto é esperada e almejada pelas pulsões de morte do sujeito, o matam, e isso o torna feliz? O desejo da morte e o desejo de viver, o desejo de manter-se em contato com aquela ou outra pessoa, mas ao mesmo tempo aniquilar aquelas pessoas, matá-las simbolicamente ou concretamente (romper, deixar de pensar sobre, e portanto, tornar inexistente), são as formas de se relacionar com o mundo e com o outro que a nossa evolução foi capaz de desenvolver. Em “Amor Líquido” a idéia central do autor é mostrar que os laços se afrouxaram, as pessoas querem se relacionar rapidamente com as coisas assim como com as pessoas, pois pessoas são coisas, são mercadoria (se comportam como tal). Bauman sabia que esse comportamento de ser uma mercadoria para o outro, algo descartável, pois é isso que precisamos, queremos experimentar pois tememos a morte iminente que bate a porta, estava presente na maneira como as pessoas se comportavam na sociedade de consumo. Na era pós-moderna, quanto mais se tem melhor. Em termos psicanalíticos estamos expulsando mais, presos na fase anal, onde o prazer é o de sujar, destruir e matar. A competição entre os homens é a expressão do ódio pelo outro, pelo prazer em ser melhor (ter mais capital).&lt;br /&gt;A pressa de viver é o jeito mais racional e objetivo de deixar de encarar a própria existência. Querer estar em muitos lugares e com muitas pessoas diferentes ao mesmo tempo (o avião, essa máquina que desmoralizou a distancia) são expressões da não experiência da própria existência. O tédio não é experimentado, ele é punitivo, não é agradável refletir, devemos produzir, ganhar capital e gasta-lo o mais rápido que pudermos, para poder consumir mais e evacuar mais do nosso lixo no planeta. Nossa missão parece ser mesmo a de acabar com o planeta, mas isso é improvável já que morreremos todos antes disso acontecer. Morreremos antes de saber se queremos o preto ou o branco, alguma coisa ou outra coisa, se o meu desejo é matar ou morrer, porque não há dualidade, não há razão, a não ser para seres com consciência. Vivemos todos em um delírio coletivo onde o real é  compartilhado por quase todos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2777024352566038693-7951324418897384070?l=divadocurioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://divadocurioso.blogspot.com/feeds/7951324418897384070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2777024352566038693&amp;postID=7951324418897384070' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/7951324418897384070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/7951324418897384070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://divadocurioso.blogspot.com/2010/01/era-do-esvaziado.html' title='Era do esvaziado'/><author><name>Flávio Simões de Andrade Penna (vulgo Fau)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17100109477149566957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_ayX1H1bY7Ng/SJaXOgSE1SI/AAAAAAAAAAk/i5iJDtq9ses/S220/DSC00048.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2777024352566038693.post-1182605852183029547</id><published>2009-12-16T08:58:00.001-08:00</published><updated>2009-12-16T08:59:58.399-08:00</updated><title type='text'>diário de bordo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Esse final de ano foi realmente muito pouco produtivo. Andei envolvido apenas com um texto chamado Adoecimento Psíquico no Trabalho: um estudo sobre os profissionais do SAMU. Levantamos algumas questões sobre a Psicodinâmica do Trabalho, energia psíquica, conflitos entre a subjetividade e os interesses produtivos das organizações, enfim, algumas dessas questões que são interessantes tanto para a Psicologia como para sociólogos, estudiosos do trabalho como administradores ou mesmo o povo de centro-esquerda e esquerda marxista.&lt;br /&gt;As pessoas que trabalham no serviço de atendimento de resgate de São Paulo lidam diariamente com a pressão de terem as vidas das pessoas dependendo dos seus esforços físicos e mentais, assim como ter que atender um número muito grande de chamados, geralmente motoqueiros e motoristas embriagados que se arriscam no transito da cidade. Em contrapartida está a recompensa moral e cívica de ajudar um ser de mesma espécie, a gratificação da sociedade e o amor pela profissão. Lidam todos os dias com senas que se tornam cada vez mais difíceis tirar da memória.&lt;br /&gt;O que pretendemos fazer é entrevistá-los para reconhecer a importância desse material mnêmico em uma possível tentativa de intervenção que possa vir a ser feita no sentido de melhorar a qualidade de tralho e de vida dessa classe de trabalhadores. Usaremos a técnica de senas, pediremos para que relatem (como se fosse um filme) momentos em que sentiram pressão vinda do ambiente de trabalho, sendo considerados trabalhadores do SAMU todos os integrantes de uma equipe que compõe enfermeiros, médicos, motoristas, assistentes, etc.&lt;br /&gt;Fora esse trabalho também vou tentar dar continuidade em um texto que já tá fazendo seu segundo aniversário e não conseguimos publicar, mas para as férias todos prometeram se dedicar, nem que seja um pouquinho, pra finalmente dar um fim pra tanto tempo de reuniões semanais e leitura excessiva diária (LED).&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2777024352566038693-1182605852183029547?l=divadocurioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://divadocurioso.blogspot.com/feeds/1182605852183029547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2777024352566038693&amp;postID=1182605852183029547' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/1182605852183029547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/1182605852183029547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://divadocurioso.blogspot.com/2009/12/diario-de-bordo.html' title='diário de bordo'/><author><name>Flávio Simões de Andrade Penna (vulgo Fau)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17100109477149566957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_ayX1H1bY7Ng/SJaXOgSE1SI/AAAAAAAAAAk/i5iJDtq9ses/S220/DSC00048.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2777024352566038693.post-5513628911655704220</id><published>2009-10-12T23:08:00.000-07:00</published><updated>2009-10-12T23:12:12.887-07:00</updated><title type='text'>O poeta da dor</title><content type='html'>“Todos estes que aí estão&lt;br /&gt;Atravancando o meu caminho,&lt;br /&gt;Eles passarão.&lt;br /&gt;Eu passarinho!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sábias agudezas... refinamentos...&lt;br /&gt;- não!&lt;br /&gt;Nada disso encontrarás aqui.&lt;br /&gt;Um poema não é para te distraíres&lt;br /&gt;como com essas imagens mutantes de caleidoscópios.&lt;br /&gt;Um poema não é quando te deténs para apreciar um detalhe&lt;br /&gt;Um poema não é também quando paras no fim,&lt;br /&gt;porque um verdadeiro poema continua sempre...&lt;br /&gt;Um poema que não te ajude a viver e não saiba preparar-te para a morte&lt;br /&gt;não tem sentido: é um pobre chocalho de palavras.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-M. Quintana-&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2777024352566038693-5513628911655704220?l=divadocurioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://divadocurioso.blogspot.com/feeds/5513628911655704220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2777024352566038693&amp;postID=5513628911655704220' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/5513628911655704220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/5513628911655704220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://divadocurioso.blogspot.com/2009/10/o-poeta-da-dor.html' title='O poeta da dor'/><author><name>Flávio Simões de Andrade Penna (vulgo Fau)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17100109477149566957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_ayX1H1bY7Ng/SJaXOgSE1SI/AAAAAAAAAAk/i5iJDtq9ses/S220/DSC00048.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2777024352566038693.post-6484075512433758941</id><published>2009-10-12T09:04:00.000-07:00</published><updated>2009-10-12T09:11:19.775-07:00</updated><title type='text'>Liberdade</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;"&gt;Deve-se garantir o direito do cidadão na sua &lt;strong&gt;plena existência&lt;/strong&gt;, há de se fazer o homem ser reconhecido como ser pensante, não mais como ser biológico meramente, gado, visto apenas como &lt;strong&gt;força de &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;tração&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. O ser que tem direitos é um ser constante, não se cria uma lista de regras para algo que é constante, muito menos se essas regras deixam clara a intenção de favorecer a minoria de coronéis desse país. Deve-se garantir que os direitos sejam algo que se modifique conforme o sujeito necessitar, pois o direito é algo que &lt;strong&gt;não se&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;basta&lt;/strong&gt; se for imutável. Assim como o ser e a sociedade (&lt;em&gt;e o ser com a sociedade&lt;/em&gt;) deve se desenvolver para atingir uma plenitude de garantia de justiça e liberdade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2777024352566038693-6484075512433758941?l=divadocurioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://divadocurioso.blogspot.com/feeds/6484075512433758941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2777024352566038693&amp;postID=6484075512433758941' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/6484075512433758941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/6484075512433758941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://divadocurioso.blogspot.com/2009/10/liberdade.html' title='Liberdade'/><author><name>Flávio Simões de Andrade Penna (vulgo Fau)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17100109477149566957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_ayX1H1bY7Ng/SJaXOgSE1SI/AAAAAAAAAAk/i5iJDtq9ses/S220/DSC00048.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2777024352566038693.post-8908378063341346792</id><published>2009-08-23T21:36:00.000-07:00</published><updated>2009-08-23T21:38:47.389-07:00</updated><title type='text'>Web psicanálise... hahaha (me surpreendo ainda)</title><content type='html'>Por Alexandre Cerqueira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Freud não viveu o suficiente para conhecer os blogs. Morreu em 1939 e esse formato de página da web surgiu quase sessenta anos depois. Blog é uma página na internet onde qualquer um pode dizer o que quer e o que pensa, sem que necessariamente tenha algum receptor do outro lado. E acreditem, existem mais de 100 milhões de &lt;a style="BORDER-BOTTOM: 1px dotted; COLOR: #0066ff; CURSOR: hand; TEXT-DECORATION: underline" oncontextmenu="return false;" onmouseover="hw0902228(event, this, '-1881852228'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe('HOTWordsTitle'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " onclick="hwClick0902228(-1881852228);return false;" href="http://www.vooz.com.br/noticias/id-ego-superego-e-freud-teria-um-blog-13527.html#"&gt;blogs&lt;/a&gt; em todo o mundo, como informa o relatório State of Blogosphere do site Technorati.&lt;br /&gt;É inegável que os blogs acabaram com a verdade absoluta, autorizando todo e qualquer cidadão comum a pensar e manifestar &lt;a style="BORDER-BOTTOM: 1px dotted; COLOR: #0066ff; CURSOR: hand; TEXT-DECORATION: underline" oncontextmenu="return false;" onmouseover="hw2902228(event, this, '-1881852228'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe('HOTWordsTitle'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " onclick="hwClick2902228(-1881852228);return false;" href="http://www.vooz.com.br/noticias/id-ego-superego-e-freud-teria-um-blog-13527.html#"&gt;opiniões&lt;/a&gt;. Tornou-se um importante instrumento de democratização da informação, como a própria internet em sua essência.&lt;br /&gt;Mas, se é fato que os blogs ajudam a tornar públicos valiosos conhecimentos, ao mesmo tempo, como dizia Tom Zé, “começou a nascer pra todo lado Jesus Cristo e muito Fidel Castro”.&lt;br /&gt;Todos os dias, vemos surgir um novo fenômeno da web. Se hoje só se ouve falar em redes sociais, há pouco tempo atrás os próprios blogs foram considerados um fenômeno. Tão efêmero quanto a permanência da maioria desses serviços nos noticiários, é o surgimento de especialistas em cada um deles.&lt;br /&gt;E se alguém quer virar especialista em alguma coisa aí vai uma boa dica: monte um blog.&lt;br /&gt;Como fazer isso? O primeiro passo é escolher um nome bacana. Se faltar inspiração, pense em algo como uma onomatopéia, mas certifique-se de que a URL está disponível para registro.&lt;br /&gt;Em seguida, escolha uma ferramenta para &lt;a style="BORDER-BOTTOM: 1px dotted; COLOR: #0066ff; CURSOR: hand; TEXT-DECORATION: underline" oncontextmenu="return false;" onmouseover="hw1902228(event, this, '-1881852228'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe('HOTWordsTitle'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " onclick="hwClick1902228(-1881852228);return false;" href="http://www.vooz.com.br/noticias/id-ego-superego-e-freud-teria-um-blog-13527.html#"&gt;publicar&lt;/a&gt; o seu blog. Uma simples busca no Google resolverá isso.&lt;br /&gt;Bem, agora você precisa escolher um tema, um assunto. Afinal de contas, está prestes a se tornar um especialista. Você pode, por exemplo, falar de tendências. É chique falar de tendências. Conteúdo não será problema. É só reproduzir algo que alguém já postou logo ali do outro lado do mundo, sem se esquecer de mudar algumas palavras para ninguém perceber.&lt;br /&gt;Agora você precisa de alguns seguidores. Crie comunidades nas redes sociais mais turbinadas e o seu blog vai bombar. Pronto! Agora que você já é um especialista, em breve será convidado para palestrar em um evento 2.0 16 válvulas total flex.&lt;br /&gt;Ironias e exageros à parte, me impressiona a quantidade especialistas que a internet consegue atrair. Nos últimos dez anos eu dediquei algumas longas horas dos meus dias para estudar esse curioso e complexo universo. Tudo que eu consegui concluir até hoje é que é humanamente impossível ser especialista em algo que se transformou enquanto eu escrevia esse texto.&lt;br /&gt;Se eu acredito que jamais serei um especialista em internet, a psicanálise definitivamente não é a minha praia. No entanto, freqüentemente eu penso que, se Freud estivesse vivo, estaria no mínimo tentado a classificar os blogs como uma quarta parte da estrutura da psique&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2777024352566038693-8908378063341346792?l=divadocurioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://divadocurioso.blogspot.com/feeds/8908378063341346792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2777024352566038693&amp;postID=8908378063341346792' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/8908378063341346792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/8908378063341346792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://divadocurioso.blogspot.com/2009/08/web-psicanalise-hahaha-me-surpreendo.html' title='Web psicanálise... hahaha (me surpreendo ainda)'/><author><name>Flávio Simões de Andrade Penna (vulgo Fau)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17100109477149566957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_ayX1H1bY7Ng/SJaXOgSE1SI/AAAAAAAAAAk/i5iJDtq9ses/S220/DSC00048.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2777024352566038693.post-1056929356372301497</id><published>2009-08-11T00:06:00.000-07:00</published><updated>2009-08-11T00:09:53.062-07:00</updated><title type='text'>Isaac e Edipo, reflita conosco</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ayX1H1bY7Ng/SoEZL2EP6GI/AAAAAAAAACs/_3dDXkateFc/s1600-h/freud_2.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 240px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368599922084931682" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ayX1H1bY7Ng/SoEZL2EP6GI/AAAAAAAAACs/_3dDXkateFc/s320/freud_2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;crônica&lt;br /&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/07/26/isaac-edipo-208442.asp"&gt;Isaac e Edipo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;---\\\---&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Kalman J. Kaplan ensina nas universidades americanas de Wayne State e Illinois. Tem escrito sobre paralelos bíblicos para os mitos gregos e publicou uma comparação das histórias de Isaac e Édipo, duas versões para o drama familiar que, segundo a ortodoxia freudiana, está na origem da civilização e das suas neuroses. Isaac era o filho amado que Deus mandou Abraão imolar, Édipo o filho enjeitado condenado cumprir a profecia feita a seu pai de que um filho o mataria.&lt;br /&gt;São duas figuras igualmente sacrificiais e expiatórias, e Kaplan estranha que Freud, mesmo sendo um judeu secular, não tenha preferido o exemplo bíblico ao grego para a sua tese sobre o conflito mais antigo da humanidade.&lt;br /&gt;O que diferencia Isaac de Édipo é a natureza do sacrifício e a consequência da expiação de cada um. Deus poupa Isaac da imolação e pai e filho chegam a um acordo que, no fim, é o acordo inaugural do judaísmo. Os terrores do filho diante do pai são atenuados pela sua ritualização - como a circuncisão, que é uma castração simbólica - e o terror do pai diante do filho é transferido: a vinda do Messias, o filho que sustará ele mesmo a faca imoladora e desafiará o pai, fica para um futuro indefinido.&lt;br /&gt;Já Édipo cumpre a sua danação. Mata o pai, ganha as glórias passageiras do reino de Tebas e da cama da mãe, mas é derrotado pelo remorso. Sucumbe ao destino reincidente de todo homem e inaugura não uma religião mas um complexo.&lt;br /&gt;O Jesus das escrituras tem muitos precedentes em mitos da antiguidade, heróis expiatórios de outras culturas cujo martírio precede a ressurreição e voltam dos seus abismos e das suas provações como líderes ou deuses A especulação, hoje disputada, de Freud era que todos os mitos de redenção tinham origem na revolta dos filhos rebeldes contra o pai tirano, nas hordas primitivas.&lt;br /&gt;Os filhos matavam e comiam o pai e aplacavam o remorso, o medo de serem literalmente comidos por dentro em retribuição, designando um dos seus como o culpado, sacralizando o crime e o criminoso e imolando o irmão/herói numa oferenda ao pai vingativo. Os mitos judaicos e os mitos gregos substituiam o monomito primevo de formas diversas, mesmo que os dois mitos fossem essencialmente os mesmos.&lt;br /&gt;A história de Isaac é um mito de conciliação, a de Édipo um mito de recorrência trágica. As duas buscam a superação do conflito pai x filhos, a de Isaac pela integração sob os olhos de Jeová - nas palavras do profeta Malaquias, “e converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais, para que eu não venha e fira a terra com maldição” - a de Édipo pela resignação aos ciclos da condição humana, inegociáveis, pelo menos até que venha a psicanálise.&lt;br /&gt;Já a tradição messiânica dá no Cristo, cujo triunfo histórico se deve ao seu ineditismo. No mito cristão o filho confronta o pai, mas filho e pai são a mesma coisa. O pai não mata o filho, o filho é imolado em oferenda a si mesmo. E é a carne do irmão/herói, não a do pai, que os irmãos comem, simbolicamente, na eucaristia, subvertendo o rito primevo enquanto o repetem.&lt;br /&gt;E o mito cristão não é cíclico. Ele rompe a reincidência protelatória do mito judaico e a dos eternos retornos do mito grego. Seu herói venceu, expiou a culpa coletiva transformando-se por nós no seu próprio pai sem precisar matá-lo, e em vez de um acordo como o de Isaac com Abrahão com a benção de Jeová ou a submissão a um destino trágico como a de Édipo, trouxe uma novidade que nenhum mito, antes, oferecera: a salvação.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2777024352566038693-1056929356372301497?l=divadocurioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://divadocurioso.blogspot.com/feeds/1056929356372301497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2777024352566038693&amp;postID=1056929356372301497' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/1056929356372301497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/1056929356372301497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://divadocurioso.blogspot.com/2009/08/isaac-e-edipo-reflita-conosco.html' title='Isaac e Edipo, reflita conosco'/><author><name>Flávio Simões de Andrade Penna (vulgo Fau)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17100109477149566957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_ayX1H1bY7Ng/SJaXOgSE1SI/AAAAAAAAAAk/i5iJDtq9ses/S220/DSC00048.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ayX1H1bY7Ng/SoEZL2EP6GI/AAAAAAAAACs/_3dDXkateFc/s72-c/freud_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2777024352566038693.post-7704498280676000434</id><published>2009-08-10T23:47:00.000-07:00</published><updated>2009-08-10T23:54:05.636-07:00</updated><title type='text'>Moonwalk (avalie este texto)</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ayX1H1bY7Ng/SoEVUNbiHNI/AAAAAAAAACk/te6jVLLsez8/s1600-h/moonwalkerCH50604_468x550.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 272px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368595667749051602" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ayX1H1bY7Ng/SoEVUNbiHNI/AAAAAAAAACk/te6jVLLsez8/s320/moonwalkerCH50604_468x550.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ayX1H1bY7Ng/SoEVK_IQEEI/AAAAAAAAACc/2qAW3-dX1Gs/s1600-h/evolucao_humana.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368595509291257922" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ayX1H1bY7Ng/SoEVK_IQEEI/AAAAAAAAACc/2qAW3-dX1Gs/s320/evolucao_humana.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Moonwalk.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;30/07/2009 às 16:43--&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Neste quase um décimo de século XXI, os tempos estão difíceis. Natural, nunca foram fáceis. Quando os impostos foram baixos? Quando o sistema de saúde funcionou plenamente? Quando é que existiu emprego para todo mundo? E sempre houve violência. A organização social humana é esta: concentra e exclui. E, neste século que está começando, as coisas não serão diferentes. Mas estão ficando piores:&lt;br /&gt;Cada vez mais a preocupação estética ganha prioridade. Plástica, lipoaspiração, silicone, botox e todo tipo de cirurgia. Mudar por fora para agradar-se por dentro;&lt;br /&gt;À medida que observamos os relacionamentos, percebemos que pessoas mais velhas, atualmente, tendem a se interessar em gente muito mais nova;&lt;br /&gt;Vírus metamórficos se alastram e nos obrigam a esconder o rosto sob máscaras cirúrgicas;&lt;br /&gt;A fuga da realidade é uma alternativa. Em busca de uma Terra do Nunca, o homem se entorpece diariamente. Cocaína, bíblia, escritório, bola, internet;&lt;br /&gt;A dívida se tornou instituição base de qualquer organização, seja uma família, uma multinacional ou um país. Gasta-se o que não se tem, através de pré-datados, empréstimos e leasings, até chegar à falência;&lt;br /&gt;Uma análise das atividades cotidianas nos mostra que o comportamento humano não tem evoluído, a sociedade anda para trás.&lt;br /&gt;Duas palavras resumem o século XXI: Michael Jackson. Ele conseguiu se transformar fisicamente em outra pessoa, foi acusado de pedofilia, há anos sai em público com máscara, montou sua própria Neverland, conseguiu destruir um patrimônio de centenas de milhões de dólares e, ironicamente, sua marca registrada é dançar caminhando para trás.&lt;br /&gt;Quando Michael Jackson é ridicularizado, estamos rindo da nossa geração e de nós mesmos. Como ele, estamos à caminho da autodestruição. Ele é a personificação extrema do século XXI e, por isso, deveria ser o herói. Mas, como é o que somos, é o vilão.&lt;br /&gt;Michael, apesar inclusive de um câncer – o mal do século – prepara uma turnê para sua volta triunfal! Há chance para ele. Há chance para a gente. Michael, embora com todos os seus defeitos e afastado dos palcos há 10 anos, retornará. E você? Vai continuar aí, twittando o que comeu no café da manhã?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Originalmente postado em: &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;http://www.mcorporation.com.br&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2777024352566038693-7704498280676000434?l=divadocurioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://divadocurioso.blogspot.com/feeds/7704498280676000434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2777024352566038693&amp;postID=7704498280676000434' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/7704498280676000434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/7704498280676000434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://divadocurioso.blogspot.com/2009/08/moonwalk-avalie-este-texto.html' title='Moonwalk (avalie este texto)'/><author><name>Flávio Simões de Andrade Penna (vulgo Fau)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17100109477149566957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_ayX1H1bY7Ng/SJaXOgSE1SI/AAAAAAAAAAk/i5iJDtq9ses/S220/DSC00048.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ayX1H1bY7Ng/SoEVUNbiHNI/AAAAAAAAACk/te6jVLLsez8/s72-c/moonwalkerCH50604_468x550.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2777024352566038693.post-2530722571107781817</id><published>2009-07-30T04:37:00.000-07:00</published><updated>2009-07-30T04:43:52.336-07:00</updated><title type='text'>Pensador.info</title><content type='html'>Achei esse site muito interessante, uma espécie de twitter, mas com frases que valem a pena ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;script language="javascript" src="http://www.pensador.info/blog.php?t=co&amp;username=faupsicology"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;&lt;br/&gt;&lt;a href="http://www.pensador.info" style="font-size:0.76em; color: gray;"&gt;pensador.info&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2777024352566038693-2530722571107781817?l=divadocurioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://divadocurioso.blogspot.com/feeds/2530722571107781817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2777024352566038693&amp;postID=2530722571107781817' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/2530722571107781817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/2530722571107781817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://divadocurioso.blogspot.com/2009/07/pensadorinfo.html' title='Pensador.info'/><author><name>Flávio Simões de Andrade Penna (vulgo Fau)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17100109477149566957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_ayX1H1bY7Ng/SJaXOgSE1SI/AAAAAAAAAAk/i5iJDtq9ses/S220/DSC00048.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2777024352566038693.post-5916614250216029490</id><published>2009-07-30T03:12:00.000-07:00</published><updated>2009-11-01T05:21:29.951-08:00</updated><title type='text'>Reflexões sobre a a modernidade tardia</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ayX1H1bY7Ng/SnFy43rn24I/AAAAAAAAACU/N4-ryW3FGoY/s1600-h/temposmod02.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 260px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364194952520129410" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ayX1H1bY7Ng/SnFy43rn24I/AAAAAAAAACU/N4-ryW3FGoY/s320/temposmod02.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Assisti o filme novo do nosso célebre Brad Pitt, aliás, logo me lembrei de uma frase muito bonita do então mais célebre ainda homem do bigodinho 'hitleriano' aí de cima. Escreverei aí em baixo o texto dele, lindo por sinal, depois algumas reflexões sobre esta fotografia tirada do filme 'Tempos Modernos". Boa leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?"&lt;br /&gt;&lt;a class="autor" href="http://www.pensador.info/autor/Charles_Chaplin/"&gt;Charles Chaplin&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TEMPOS PÓS MODERNOS (Brasil)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas coisas realmente me deixam fascinado em nosso planeta. As vezes eu gostaria de poder mudar de planeta, mas cabe a mim apenas mudar de humor, de vibe, de companhia. Veja, por exemplo, algumas da regras que ditam nosso país. A maioria dos códigos teria tudo para fazer de nossa nação a mais soberana de todas, mas infelizmente os homens que tomam conta delas são uns incompetentes, uns corruptos. A corrupção no Brasil é algo que está tão enraizada em nossa cultura que, muitas vezes, nós temos que nos regrar para não cometer atos que nos coloquem em vantagem sobre outras pessoas só por mero prazer. Com certeza nossa história foi marcada por uma violência atrás da outra, sempre assim. O machismo, que é tão presente nos brasileiros, é uma violência tão grande e tão sem sentido. Por a cabeça no lugar e refletir faz parte de todo um processo de reeducação nestes aspectos morais e de relação de poder e com o outro. Com freqüência temos visto os casos de pedofilia que a mídia insiste em divulgar como se fosse uma anormalidade recente ou pouco praticada. Com toda certeza lhes afirmo: a pedofilia é inerente ao ser humano,  afirmo com todas as palavras que não há nada além do esperado, a perversão é pura fantasia. Fantasia de quem julga, fantasia de quem pratica e uma violência sem tamanho dentro da sociedade para com famílias inteiras e subjetividades infanto-juvenis. Acredito do fundo da minha alma que além de estarmos patinando dentro deste assunto, estamos cada vez mais caminhando na direção oposta. O que deve ser feito não é o que temos visto por aí. A vingança que nasce no peito de um cidadão que passa por qualquer tipo de violência (doméstica, no trabalho, na escola, etc.) não é a solução, mas também não é de fácil solução a questão do pensamento. Essa vingança é um ódio marcado por diversas neuroses que caminham lado a lado com a pulsão de morte de cada individuo. Querer ver um assassino na cadeia nada mais é do que querer vingar-se. No entanto, pense, isto resolve ou está resolvendo algo? Acredito que mais de quinhentos anos de história marcada por sangue e ódio respondam bem a essa pergunta. Por favor, vamos acreditar na educação para evitarmos o holocausto, evitarmos a barbárie e sairmos desse período histórico com pelo menos uma medalha de honra. Nem tudo está perdido, basta educar para crescer e parar de ‘educar’ para lucrar, para criar peças para o sistema capitalista que está FALIDO. Se ao menos as pessoas saíssem da escola com um mínimo de espírito crítico, mas saem operários de máquinas e de telefones, saem funcionários de cargos tão baixos que basta um dia para aprender a profissão, os onze anos de escola fundamental e de ensino médio são mera FACHADA para cobrir os interesses do mercado que COMPRARÁ as almas de nossos filhos por salários baixos e péssima qualidade de vida, péssimo governo e péssima qualidade de PENSAMENTO. Eu apenas gostaria de ver as pessoas aprendendo a pensar dentro das instituições de ensino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flávio Penna&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2777024352566038693-5916614250216029490?l=divadocurioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://divadocurioso.blogspot.com/feeds/5916614250216029490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2777024352566038693&amp;postID=5916614250216029490' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/5916614250216029490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/5916614250216029490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://divadocurioso.blogspot.com/2009/07/reflexoes-sobre-a-modernidade-tardia.html' title='Reflexões sobre a a modernidade tardia'/><author><name>Flávio Simões de Andrade Penna (vulgo Fau)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17100109477149566957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_ayX1H1bY7Ng/SJaXOgSE1SI/AAAAAAAAAAk/i5iJDtq9ses/S220/DSC00048.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ayX1H1bY7Ng/SnFy43rn24I/AAAAAAAAACU/N4-ryW3FGoY/s72-c/temposmod02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2777024352566038693.post-8627788288602094317</id><published>2009-07-28T20:37:00.000-07:00</published><updated>2009-07-28T21:03:02.801-07:00</updated><title type='text'>Férias ou Batente</title><content type='html'>Essa noite eu me peguei numa bifurcação de minhas opiniões sobre esse tempo todo das minhas férias, o tão esperado tempo ocioso, em que eu escrevo e leio sem tanta obrigatoriedade. Pois bem, a bifurcação consistia em uma imagem bem conhecida pelos meus leitores, aliás, não duvido muito que nesse momento esteja se perguntando se é “daquela” bifurcação que eu estou falando. O melhor de tudo foi ter o final das minhas férias (que ainda não acabaram, mas já sinto o luto) marcado por uma forte gripe que me assolou por todo este fim de semana, no sábado mal podia abrir os olhos, aliás, dormi o sábado todo, pulei o sábado, quando acordei, meio doente ainda, já era domingo, e anoitecia. Aquela tão costumeira dor nas costas, entre os ossos, dor de quem já descansou o suficiente para começar a cansar disso tudo, aquela preguiça que nem dá mais pra despreguiçar de tão profunda e aquela falta do que fazer, tudo isso, e mais uma porção de coisas que eu nem saberia descrever no meu português barato me fez entrar em contato comigo, com meu tédio, com minha existência. O que eu estou fazendo aqui? Não que eu sinta algum impulso ‘desgracento’ que me empurre a produzir sempre, sabendo que este impulso existe, mas... O tédio tem de servir para alguma coisa, ele me diz algo, Heidegger me disse algo. Sei que daqui alguns dias essa minha preguiça vai magicamente se transformar numa exaustão tão tremenda que eu vou me arrepender de ter pensado nisso, mas, neste momento, eu preciso fazer algo. Voltar a estudar não vai ser tão ruim, aliás, tenho planos para melhorar meus métodos de estudo, acredito que esses planos possam me ajudar a elevar um pouco as minhas médias. Geralmente estou demasiado assomadiço com tudo e todos, mas ao pensar que tudo isso não passa de uma condição de ser humano, só de imaginar que é essa agonia que me faz ser essa criatura tão errada e incompleta, na busca por algo que nem se pode imaginar o que... ergo minha taça de vinho e já me sinto melhor.&lt;br /&gt;-Fau-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ayX1H1bY7Ng/Sm_J2XFmsWI/AAAAAAAAACM/X4EWNNcqCwA/s1600-h/t%C3%A9dio"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 307px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ayX1H1bY7Ng/Sm_J2XFmsWI/AAAAAAAAACM/X4EWNNcqCwA/s320/t%C3%A9dio" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363727616969191778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tédio&lt;br /&gt;Rosely T. Sales&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vazio dentro da cabeça&lt;br /&gt;E muita dor sem que eu mereça&lt;br /&gt;Fazem de mim o que eu sou.&lt;br /&gt;Para a maioria cega, sem vivência&lt;br /&gt;Isso não passa de carência&lt;br /&gt;Mas é muito mais...&lt;br /&gt;É uma tentativa de curar a dor,&lt;br /&gt;De evitar um comportamento sem pudor.&lt;br /&gt;Termina tudo num tédio que só!&lt;br /&gt;Pra não incomodar os demais&lt;br /&gt;Que vivem sem deixar em paz&lt;br /&gt;O meu espírito que nasceu para ser livre;&lt;br /&gt;Mas que por obra dessa vida;&lt;br /&gt;Vida sem ser muito querida&lt;br /&gt;Por causa da desilusão&lt;br /&gt;De sonhar sonhos em vão&lt;br /&gt;Que não se concretizarão,&lt;br /&gt;Dados meus loucos pensamentos&lt;br /&gt;Que me impulsionavam...&lt;br /&gt;Impulsionavam...&lt;br /&gt;Impulsionavam...&lt;br /&gt;Impulsionavam...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1:18 - Voltei a fazer terapia... disse a ela do desânimo... "São os remédios", ela disse. Conclusão: Tédio. Em meu quarto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24/02/2005&lt;br /&gt;&lt;a href="http://sitedepoesias.com.br/poesias/2990"&gt;http://sitedepoesias.com.br/poesias/2990&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2777024352566038693-8627788288602094317?l=divadocurioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://divadocurioso.blogspot.com/feeds/8627788288602094317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2777024352566038693&amp;postID=8627788288602094317' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/8627788288602094317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/8627788288602094317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://divadocurioso.blogspot.com/2009/07/ferias-ou-batente.html' title='Férias ou Batente'/><author><name>Flávio Simões de Andrade Penna (vulgo Fau)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17100109477149566957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_ayX1H1bY7Ng/SJaXOgSE1SI/AAAAAAAAAAk/i5iJDtq9ses/S220/DSC00048.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ayX1H1bY7Ng/Sm_J2XFmsWI/AAAAAAAAACM/X4EWNNcqCwA/s72-c/t%C3%A9dio' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2777024352566038693.post-1260633271525520738</id><published>2009-07-01T04:47:00.000-07:00</published><updated>2009-07-13T23:03:29.047-07:00</updated><title type='text'>Fernando Pessoa</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ayX1H1bY7Ng/SlwfqJnILqI/AAAAAAAAAB8/8K8HfmalJqI/s1600-h/216_2310-Fernando-Pessoa.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 295px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ayX1H1bY7Ng/SlwfqJnILqI/AAAAAAAAAB8/8K8HfmalJqI/s320/216_2310-Fernando-Pessoa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358192465659047586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não sei quantas almas tenho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--||--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei quantas almas tenho. &lt;br /&gt;Cada momento mudei. &lt;br /&gt;Continuamente me estranho. &lt;br /&gt;Nunca me vi nem acabei. &lt;br /&gt;De tanto ser, só tenho alma. &lt;br /&gt;Quem tem  alma não tem calma. &lt;br /&gt;Quem vê é só o que vê, &lt;br /&gt;Quem sente não é quem é, &lt;br /&gt;Atento ao que sou e vejo, &lt;br /&gt;Torno-me eles e não eu. &lt;br /&gt;Cada meu sonho ou desejo &lt;br /&gt;É do que nasce e não meu. &lt;br /&gt;Sou minha própria paisagem; &lt;br /&gt;Assisto à minha passagem, &lt;br /&gt;Diverso, móbil e só, &lt;br /&gt;Não sei sentir-me onde estou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, alheio, vou lendo &lt;br /&gt;Como páginas, meu ser. &lt;br /&gt;O que segue não prevendo, &lt;br /&gt;O que passou a esquecer. &lt;br /&gt;Noto à margem do que li &lt;br /&gt;O que julguei que senti. &lt;br /&gt;Releio e digo :  "Fui  eu ?" &lt;br /&gt;Deus sabe, porque o escreveu. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2777024352566038693-1260633271525520738?l=divadocurioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://divadocurioso.blogspot.com/feeds/1260633271525520738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2777024352566038693&amp;postID=1260633271525520738' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/1260633271525520738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/1260633271525520738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://divadocurioso.blogspot.com/2009/07/fernando-pessoa-sei-quantas-almas-tenho.html' title='Fernando Pessoa'/><author><name>Flávio Simões de Andrade Penna (vulgo Fau)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17100109477149566957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_ayX1H1bY7Ng/SJaXOgSE1SI/AAAAAAAAAAk/i5iJDtq9ses/S220/DSC00048.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ayX1H1bY7Ng/SlwfqJnILqI/AAAAAAAAAB8/8K8HfmalJqI/s72-c/216_2310-Fernando-Pessoa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2777024352566038693.post-1061714124197110642</id><published>2009-06-14T07:20:00.000-07:00</published><updated>2009-06-14T08:48:28.054-07:00</updated><title type='text'>Ser</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ayX1H1bY7Ng/SjUXv_Vz6qI/AAAAAAAAABU/i3J43ZXRyLE/s1600-h/12100165681_ser_consciente.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ayX1H1bY7Ng/SjUXv_Vz6qI/AAAAAAAAABU/i3J43ZXRyLE/s320/12100165681_ser_consciente.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347206245796539042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Não podemos permanecer nessa alternativa de nada compreender no sujeito ou de nada compreender no objeto. Convém que reencontremos a origem do objeto no coração mesmo de nossa experiência, que descrevamos a aparição do ser e que compreendamos como, paradoxalmente, há para nós o ser em si."&lt;br /&gt;(Merleau-Ponty)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a gnosis, o Ser, como substantivo, é aquela chispa divina, a mônada imortal que se desmembrou de uma chama maior. Esta chama maior, alguns nominam de Deus, entendendo-se como Deus algo muito além de qualquer compreensão, algo que podemos chamar de Sagrado Espaço Abstrato Absoluto. A eterna e ilimitada origem de tudo o que existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta idéia vem de vários livros antigos, como a Biblia, em que Jesus de Nazaré afirma "Sede perfeitos como Vosso Pai que está nos Céus é Perfeito" e também "... Meu Pai que está nos Céus...". Em várias passagens Jesus diferencia seu Ser do Ser das demais pessoas que o escutavam. Outra referência a esta idéia é encontrada na Doutrina Secreta de Blavatsky, quando esta se refere ao Absoluto, como um grande oceano, do qual inúmeras gotas ou a idéia de uma mônada que sai para criar e auto-conhecer-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma idéia também encontrada em Leibniz, Gurdjeff, Ouspensky, Aristóteles, Platão, Tales de Mileto, no Bhagavad-Gita, no Budismo, Teosofismo, Islamismo, Egípcios, Rosa-Cruzes, Maçonaria, Cristianismo, Hinduísmo, Judaismo, entre os Maias, etc. Só para citar, encontramos na Kaballah Hebraica a Chesed, que é o mesmo Íntimo dos Gnósticos, ou Horus dos Egípcios, ou Atman da Teosofia, do Budismo, ou Brahman do Hinduísmo, ou Cristo no Cristianismo, etc... Portanto, esta não é uma idéia tão nova assim, de fato, este conceito já acompanha a Humanidade há tempos, porém, com a incessante preocupação pelo sustento, conforto, segurança e bem estar na vida prática, convertida num materialismo exagerado, o homem praticamente se esqueceu de olhar para dentro de si. Muda de nome, de conceito, mas o Princípio é único. E só muda porque deve mudar, já que a Época, Cultura, Tempo, Meio, Local, etc, mudou com o passar do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este Deus ou Ser não pode ser personificado ou antropomorfizado como já o fizeram vários estudiosos e religiosos no passado e no presente. A tendência dos seres humanos é criar um conceito de um Deus ou simplesmente negar a sua existência. O que é um erro nos dois casos. Este Deus é Absoluto porque se basta a si mesmo. Porque não tem as limitações, a relatividade dos seres ainda incompletos. O ser ou mônada é, por ser um desdobramento do Absoluto, um Deus em escala menor, mas com os poderes de um Deus, como uma gota derivada de um Oceano, embora uma simples gota, também é salgada, ou seja, herdou no seu nível e escala, idênticas características que o Grande Oceano possui. Uma prova disso é a afirmação do Gênesis "à sua imagem e semelhança".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saudação, namaste, muito conhecida pelos hindus, significa "Meu Deus interno saúda teu deus interno". Esta saudação, segundo a gnosis, deve ser interpretada literalmente, pois cada indivíduo possui o seu Deus interior e é semelhante ou tem o mesmo significado de "Paz Inverencial" dos Gnósticos, "Paz de Cristo" dos Católicos, "Paz do Senhor" dos Evangélicos, "Alahu Ahkbar" do Islamismo, entre outras saudações. Isto significa um princípio cósmico, universal, independente de Religião ou Forma Religiosa, Cultura, Raça, Tempo ou Conceitos. Uma prova incontestável de que Deus existe dentro de cada pessoa, embora não guie o nosso comportamento por causa do Livre Arbítrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem todos os indivíduos estão integrados com seu Ser Interno. Esta façanha, alguns indivíduos já conseguiram realizar. Tais indivíduos como Jesus Cristo, Buda, Mohamed, Saint German, e muitos outros personagens conhecidos da história, se integraram com o Deus interior, e, por isto, se tornaram pessoas muito especiais, incompreendidas e combatidas pela humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes indivíduos alcançaram o estado de super homem. O super homem é o ser auto-realizado. O ser completo na posse de todos os poderes divinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas comuns são, ainda segundo a gnosis, consciências que habitam um corpo físico. Somos, como consciência, o último desdobramento do ser, da mônada ainda não auto realizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A consciência, sendo partícula da mônada imortal, também é um material psíquico imortal, mas que pode ser corrompido. O estado involutivo atual da humanidade é uma prova desta última afirmação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os indivíduos, como consciências, emanaram de um Ser particular, a "Alma Raiz" como é dito na Kaballah Hebraica, que por sua vez, emanou do Absoluto. O destino da consciência é retornar ao Absoluto integrada com o Ser após uma longa jornada nos mundos inferiores da matéria bruta. Algumas consciências retornam ao Absoluto totalmente auto realizadas, como super homens. Outras retornam sem o grau de super homens, mas descansam felizes no seio do Eterno Pai Cósmico Comum. Para confirmar essa idéia, ver A Doutrina Secreta de Blavatsky ou então o Bhagavad Gita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Aristóteles ser é uno e uno é ente. O ser em si é composto de ente. O ente está no ser. O ser é. Ele é o que existe enquanto essência de algo. Ou é possível expor que o ser está presente nas coisas: até no pêlo de um gato, nos cílios dos olhos, na gestação de uma criança "que vem a ser", por exemplo. Para um pensador pré-socrático, Anaximandro de Mileto, o vir-a-ser, era uma coisa amaldiçoada, pois pensava assim (e com suas palavras dizia): "Como pode algo vir-a-ser e deixar de ser?" ou como algo pode vir ser algo e deixar de ser o que é? Nascer ao mundo e perecer no mundo. Mas outro pensador, díscipulo seu, Heráclito de Éfeso, pensava que este vir-a-ser era um sentido positivo, pois estava ligado a origem do mundo. Para ele, em sua filosofia, cria que os elementos (fogo, ar, água, terra) estavam gerando o equilíbrio ao redor do mundo e no cosmo e o vir-a-ser, estava contido nestes elementos originários.(Os pensadores, os pré-socráticos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma pessoa cai dentro de um poço; sobrevive. Lá de dentro, grita por ajuda. Ouvindo-a, um passante indaga: "Como caiu?" O quase-afogado replica: "Em vez de indagar como caí, não deveria estar imaginando uma forma de eu sair?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Anônimo)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2777024352566038693-1061714124197110642?l=divadocurioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://divadocurioso.blogspot.com/feeds/1061714124197110642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2777024352566038693&amp;postID=1061714124197110642' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/1061714124197110642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/1061714124197110642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://divadocurioso.blogspot.com/2009/06/nao-podemos-permanecer-nessa.html' title='Ser'/><author><name>Flávio Simões de Andrade Penna (vulgo Fau)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17100109477149566957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_ayX1H1bY7Ng/SJaXOgSE1SI/AAAAAAAAAAk/i5iJDtq9ses/S220/DSC00048.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ayX1H1bY7Ng/SjUXv_Vz6qI/AAAAAAAAABU/i3J43ZXRyLE/s72-c/12100165681_ser_consciente.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2777024352566038693.post-2796497448527708141</id><published>2009-06-12T15:52:00.000-07:00</published><updated>2009-06-12T15:53:15.099-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ayX1H1bY7Ng/SjLcUv12sgI/AAAAAAAAABM/8rcbAx2lHoQ/s1600-h/Hindu2.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 290px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346577956640043522" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ayX1H1bY7Ng/SjLcUv12sgI/AAAAAAAAABM/8rcbAx2lHoQ/s320/Hindu2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2777024352566038693-2796497448527708141?l=divadocurioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://divadocurioso.blogspot.com/feeds/2796497448527708141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2777024352566038693&amp;postID=2796497448527708141' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/2796497448527708141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/2796497448527708141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://divadocurioso.blogspot.com/2009/06/blog-post.html' title=''/><author><name>Flávio Simões de Andrade Penna (vulgo Fau)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17100109477149566957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_ayX1H1bY7Ng/SJaXOgSE1SI/AAAAAAAAAAk/i5iJDtq9ses/S220/DSC00048.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ayX1H1bY7Ng/SjLcUv12sgI/AAAAAAAAABM/8rcbAx2lHoQ/s72-c/Hindu2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2777024352566038693.post-7037930127547656522</id><published>2009-05-17T18:44:00.000-07:00</published><updated>2009-05-17T18:59:49.869-07:00</updated><title type='text'>Apreço pelas verdades pouco vistosas</title><content type='html'>Texto originalmente publicado em: Humano, Demasiado Humano de Friedrich Wilhelm Nietzsche.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sinal de uma cultura superior apreciar mais as pequenas verdades pouco vistosas que foram encontradas com método rigoroso, do que os erros benéficos e ofuscantes que derivam de épocas e homens devotados à metafísica e à arte. De início, tem-se para com as primeiras o desprezo nos lábios, como se não pudesse subsistir nelas nenhuma igualdade de direitos: tanto quanto estas se apresentam modestas, honestas, singelas, humildes até em sua aparência, de igual modo se apresentam aquelas como belas, brilhantes, arrebatadoras, talvez até mesmo beatificantes. Mas o que foi conseguido com muita luta, certo, duradouro e, por isso mesmo, de importantes conseqüências ainda para qualquer conhecimento futuro, é o que há de superior; ser a seu favor é viril e denota audácia, honestidade, sobriedade. Pouco a pó uco, não só o indivíduo, mas também a humanidade inteira se eleva a essa virilidade, quando finalmente se tiver habituado a conferir o maior valor aos conhecimentos sólidos, duradouros e tiver perdido toda crença na inspiração e na comunicação miraculosa das verdades.&lt;br /&gt;Os veneradores das formas, é verdade com seu padrão do belo e do sublime, terão boas razões para zombar desde que o apreço das verdades sem aparência e do espírito cientifico começa a dominar: mas é somente porque seus olhos não se abriram ainda para o atrativo da forma mais simples ou porque os homens educados nesse espírito ainda estão longe de se sentir plena e intimamente penetrados por ele, de modo que continuam imitando irrefletidamente velhas formas (e isso bastante mal, como o faz todo aquele que não atribui muito valor a uma coisa). Outrora, o espírito não era requerido por um estrito modo de pensar e então sua atividade consistia em imaginar símbolos e formas. Isso mudou: toda aplicação séria ao simbolismo se tornou a característica de uma cultura de nível inferior. Da mesma maneira que nossas artes se tornam cada vez mais intelectuais, nossos sentidos sempre mais espirituais e como agora, por exemplo, se opina de modo completamente diferente de cem anos atrás sobre o que convém realmente aos sentidos, assim também as formas de nossa vida se tornam sempre mais espirituais, aos olhos de tempos antigos talvez mais feias, mas somente porque eles não conseguem ver como o reino da beleza interior, espiritual, se aprofunda e se amplia continuamente, nem até que ponto todos nós hoje podemos apreciar mais a visão interior que a mais bela composição e a mais imponente construção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2777024352566038693-7037930127547656522?l=divadocurioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://divadocurioso.blogspot.com/feeds/7037930127547656522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2777024352566038693&amp;postID=7037930127547656522' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/7037930127547656522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/7037930127547656522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://divadocurioso.blogspot.com/2009/05/apreco-pelas-verdades-pouco-vistosas.html' title='Apreço pelas verdades pouco vistosas'/><author><name>Flávio Simões de Andrade Penna (vulgo Fau)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17100109477149566957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_ayX1H1bY7Ng/SJaXOgSE1SI/AAAAAAAAAAk/i5iJDtq9ses/S220/DSC00048.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2777024352566038693.post-5661173274405735201</id><published>2009-04-19T22:00:00.000-07:00</published><updated>2009-04-19T22:01:58.630-07:00</updated><title type='text'>Traumas da Morte</title><content type='html'>Traumas da Morte&lt;br /&gt;Ana Paula Polato [&lt;a href="http://www.redepsi.com.br/portal/userinfo.php?uid=8966"&gt;anapolato&lt;/a&gt;]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21/3/09&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe nenhuma pessoa no planeta que não tenha passado pela experiência da perda de um ente querido. É uma experiência profundamente dolorosa, mesmo quando a pessoa está adoecida há tempos e a morte é “esperada” porque já se tentou de tudo ou porque seja portadora de uma patologia fatal. Ainda assim, a morte nunca é esperada, ou melhor, é, porém, com esperanças de que seja postergada ou até, que aconteça um milagre e evite o ciclo natural evidente no fato.&lt;br /&gt;window.google_render_ad();&lt;br /&gt;Diante da morte, as reações são absolutamente particulares. Saber que nunca mais será possível conversar, brincar, partilhar da sua presença, brigar com ela, tocar, olhar no fundo dos olhos. Enfim, a sensação de que nos tiraram o chão é comum, porque a dor é muito grande. Alguns tentam ignorar a tristeza; outros se fecham; há também os que reprimem a dor.O que é necessário se aprender sobre a morte é, primeiro de tudo, que a dor é real. Não há como negá-la! Depois, é preciso aprender saber viver esta dor corretamente. O luto é o tempo que precisamos para reorganizar a nossa vida.  É um tempo que sentimos um misto de emoções como tristeza, revolta, indignação, raiva, angústia, inconformismo. É importante que se prove estes sentimentos e saboreie o que eles proporcionam, pois ajudam a superar situações que ficaram sem solução em vida. Alguns questionamentos que vem junto com a morte geram culpa e é a própria vivência dos sentimentos de dor que a morte alavanca que purifica tudo, inclusive, imperfeições de relacionamentos. A pessoa falecida está livre da falta de perdão, pois está em Deus e quem está em Deus, está na paz.Outra coisa que se costuma fazer é, no momento da dor maior, se encher de remédios para amenizar ou anestesiar a dor da perda. O que muitos não sabem é que as etapas do luto devem ser sentidas e consistem em vivenciar o velório, a despedida, o sepultamento, missas de 7° dia, 1 mês, 1 ano. É natural que nos primeiros dias nos reservemos para elaborar melhor o fato e isso deve ser respeitado. Mas a dor, passado alguns dias, não pode ser determinante por um período longo demais. Independentemente da religião que se siga, o consolo divino é abrangente o suficiente para atender aos que pedem com fé. Orações podem ser feitas em forma de desabafos sinceros e podemos assumir o quanto ficou por ser dito, feito e sentido. Mas agora, mesmo com o coração sangrando, é hora de curá-lo para continuar a vida, mesmo que falte vontade. Algumas vezes, a morte de um ente querido, depois de superada nos ensina a viver melhor. Ela não é inimiga, traiçoeira, tampouco castigo de Deus. Pode soar estranho encará-la de forma natural, mas morrer é tão natural quanto viver. Se você puder estar ao lado de uma pessoa em seu leito de morte você descobrirá coisas maravilhosas. Não tenha medo de segurar-lhe a mão, afagar o cabelo, de falar palavras doces, pois, além de ajudar a pessoa a morrer melhor, você encontrará maior qualidade de vida para si mesmo. Dizem que quando um ente querido e amado morre e vai para Deus, ele nos leva em seu coração, ou seja, existe um pedacinho de nós no Céu porque o amor não morre, ele se transforma. E o amor no Céu é completamente sem limites, sem desentendimentos, sem lesões, doenças, brigas. Tudo é completamente restaurado e é nisso que devemos acreditar!                                                    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Paula PolatoPsicóloga Clínica&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2777024352566038693-5661173274405735201?l=divadocurioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://divadocurioso.blogspot.com/feeds/5661173274405735201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2777024352566038693&amp;postID=5661173274405735201' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/5661173274405735201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/5661173274405735201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://divadocurioso.blogspot.com/2009/04/traumas-da-morte.html' title='Traumas da Morte'/><author><name>Flávio Simões de Andrade Penna (vulgo Fau)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17100109477149566957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_ayX1H1bY7Ng/SJaXOgSE1SI/AAAAAAAAAAk/i5iJDtq9ses/S220/DSC00048.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2777024352566038693.post-3988682518040104256</id><published>2008-12-14T17:27:00.000-08:00</published><updated>2008-12-14T17:30:36.861-08:00</updated><title type='text'>A Psicologia Fenomenologico-Existencial</title><content type='html'>Conversando com meu amiguinho, o Sr. Yuji, eu me vi tendo de explicar de forma não técnica, ou o mais próximo disso, exatamente respondendo à pergunta dele: 'O que é Fenomenologia'? Pois bem, abaixo existe um texto muito explicativo que resume o que eu tentei dizer pra ele sobre o assunto. Divirtam-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Psicologia tradicionalmente possui diversas linhas de trabalho que orientam o profissional das mais variadas formas, incluindo diferenciação de método, visão de homem, técnicas de atuação, etc. No entanto, existe um crescente interesse pelo método fenomenológico e pelo pensamento existencial. Como se vê na vasta publicação do assunto na área da psicologia e da psiquiatria.&lt;br /&gt;A psicologia pensada sob a perspectiva fenomenológico-existencial apresenta-se como uma busca à prática do método fenomenológico de Husserl, compreendendo o existir com base na filosofia existencial conforme os pensamentos de Heidegger e Merleau-Ponty.&lt;br /&gt;O método fenomenológico e o pensamento existencial possuem a proposta de esclarecer sobre o ser do homem, revelando suas estruturas existenciais e abandonando qualquer teoria desvinculada do verdadeiro sentido da existência. Ou seja, tal abordagem tenta alcançar o sentido da existência humana em sua totalidade, sem tomar a priori aspectos definidores de cada indivíduo, que possam desfigurar o fenômeno que se mostra. Assim, o homem é tomado como indefinível, no sentido de não ser classificado a partir de axiomas ou sistemas explicativos da existência humana.&lt;br /&gt;Também o pensamento existencial parte da premissa de que o homem se constitui como ser-no-mundo. O homem é sempre, desde o início, a relação com o mundo. Ser-no-mundo é uma estrutura originária e sempre total, onde o homem se revela e se realiza nesse encontro, não podendo ser decomposta em elementos isolados. Para Heidegger, a expressão composta ‘ser-no-mundo’ mostra que pretende referir-se a um fenômeno de unidade. “Mesmo o estar só é ser-com, no mundo. Somente ‘num’ ser-com e ‘para’ um ser-com é que o outro pode faltar. O estar só é um modo deficiente de ser-com” (Heidegger 1988, p.172)&lt;br /&gt;Habitar o mundo preservando a vida, atendendo às necessidades do ser humano e tratar de ser si-mesmo em sua singularidade e pluralidade no horizonte temporal é o que Heidegger chama, ontologicamente, de ‘cuidado’. Sendo a base da diferença ontológica entre o homem e os demais entes, o homem existe cuidando de seu existir&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2777024352566038693-3988682518040104256?l=divadocurioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://divadocurioso.blogspot.com/feeds/3988682518040104256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2777024352566038693&amp;postID=3988682518040104256' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/3988682518040104256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/3988682518040104256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://divadocurioso.blogspot.com/2008/12/psicologia-fenomenologico-existencial.html' title='A Psicologia Fenomenologico-Existencial'/><author><name>Flávio Simões de Andrade Penna (vulgo Fau)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17100109477149566957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_ayX1H1bY7Ng/SJaXOgSE1SI/AAAAAAAAAAk/i5iJDtq9ses/S220/DSC00048.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2777024352566038693.post-1823367554577436633</id><published>2008-10-11T07:23:00.001-07:00</published><updated>2008-12-01T18:48:58.923-08:00</updated><title type='text'>O espetáculo como meio de subjetivação</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Este títudo foi dado por Maria Rita Kehl ao seu trabalho sobre subjetivação contemporânea. O diálogo que é feito entre autores como Adorno, Débord, Lacan e outros é de suma importância para compreendermos o que está acontecendo com a formação da subjetividade das pessoas do século XXI, que passam horas de suas vidas em frente dos televisores e computadores. A Previsão de Adorno, citado por Kehl, do que poderia se desenvolver a partir da TV é um alerta as geração futuras a dele, ou seja, a nossa geração:&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;“A televisão visa uma sintese do rádio e do cinema, (…) cujas possibilidades ilimitadas prometem aumentar o empobrecimento dos materiais estéticos a tal ponto que a identidade mal disfarçada dos produtores da indústria cultural pode vir a triunfar abertamente já amanhã – numa realização escarninha do sonho wagneriano da obra de arte total. (…) Os elementos sensíveis que registram sem protestos, todos eles, a superfície da realidade social, são em princípio produzidos pelo mesmo processo técnico e exprimem sua unidade como seu verdadeiro contúdo” (ADORNO/ HORKHEIMER, 1947, pp. 113-156).&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Um veículo que é doméstico e pode ficar ligado transimitindo suas informações por todo o dia trasmite o espaço público direto para dentro da individualidade privada dos sujeitos. Seria interessante salientar que este espaço público que as emissoras de TV ocupam não é ocupado e sim substituído. O que antes se aprenderia nos grupos fora de casa hoje é substituído por interesses publicitários de poucos. “A televisão como lugar imaginário do Outro”, é uma das frases de maior impacto da análise feita por Kehl:&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;“As mensagens televisivas, representadas prioritariamente pela publicidade, oferecem imagens à identificação, e enunciados que representam para o espectador indicações sobre o desejo do Outro”. (KEHL, 2003, p. 1).&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Vale lembrar aos que não conhecem os conceitos, qual é a identidade deste Outro que aparece tanto no texto, que representa um poder maior de controle se fossemos falar em teorias comportamentais. O Outro é mais do que a sociedade, pois esta também recebe ordens do Outro. O juíz, que tanto detem o poder dos códigos deve obediencia aos códigos, assim como os pais que dizem o que é certo e errado, também devem respeito à um Outro que diz à eles o que se deve fazer. Outro pode ser o superego da teoria psicanalítica, pode ser norma, lei, regra. As figuras de autoridade encarnam um Outro para impor suas regras. O líder também está submetido as regras. O Outro está acima de cada um, todos temos esse Outro e sem isso não existiria convivência pública. A regra submete a todos, inclusive a quem as impõe, em outras palavras, o Outro ultrapassa a nossa “insignificancia individual”. Hoje a TV dentem o poder do Outro que é colocado dentro de nós.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O texto é relativamente grande, seria interessante colocá-lo aqui numa outra ocasião para os que tiverem interesse em ler, mas eu deixo então uma mensagem de alerta ao que Kehl chama de “individualidades produzidas em série”, cuidado com o que é transmitido nos veículos de comunicação em MASSA, um pouco de espírito crítico não faz mal a ninguém.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2777024352566038693-1823367554577436633?l=divadocurioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://divadocurioso.blogspot.com/feeds/1823367554577436633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2777024352566038693&amp;postID=1823367554577436633' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/1823367554577436633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/1823367554577436633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://divadocurioso.blogspot.com/2008/10/o-espetculo-como-meio-de-subjetivao.html' title='O espetáculo como meio de subjetivação'/><author><name>Flávio Simões de Andrade Penna (vulgo Fau)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17100109477149566957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_ayX1H1bY7Ng/SJaXOgSE1SI/AAAAAAAAAAk/i5iJDtq9ses/S220/DSC00048.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2777024352566038693.post-1139979771748918435</id><published>2008-09-23T20:37:00.000-07:00</published><updated>2008-10-19T18:02:41.551-07:00</updated><title type='text'>Psicologia na escola</title><content type='html'>Escrevi pensando numa palestra de psico-escolar que tive hoje.&lt;br /&gt;(por Flávio Simões)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estimo que minha capacidade pra falar de sociedade e educação ainda não seja das melhores. Não sou doutor nem mestre em nada do assunto, mas tenho minhas curiosidades.&lt;br /&gt;A criança brasileira precisa aprender a filosofar, e isso é urgente. Temos um povo que mal sabe escrever; o que vemos nas “pérolas do ENEM” ou “perolas do ORKUT” é uma vergonha para mim e para os meus visinhos. Como pode um povo rir da sua ignorância?&lt;br /&gt;Não só a filosofia tem muito a oferecer como também a sociologia. Meu pai sempre me fala das saudosas aulas de ciências sociais, em que ele aprendeu as coisas lindas (isso tudo em ensino público) dos direitos e dos deveres.&lt;br /&gt;A psicologia precisa ganhar seu espaço dentro desse mundo de fantasias que eu imagino. Mundo este que pode virar realidade. A Psicologia é a ciência mais capacitada para compreender como se da a aprendizagem. Podemos atuar dentro da escola, não só estigmatizando alunos, dizendo qual é o mais inteligente e o mais burro, podemos ensiná-los a valorizar o contato com o outro para que o aprendizado se dê. O ser humano aprendeu um único jeito de aprender. A troca. O sujeito de hoje não sabe valorizar sua vida afetiva, seus laços. A amizade parece ser muito mais voltada para o que chamamos de valor economico (somos a economia que nós podemos girar em torno de nós), à nomeação de grupos e tribos que também são fruto dessa alienação e dessa indústria cultural. Podemos ensinar que é possível amar o próximo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2777024352566038693-1139979771748918435?l=divadocurioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://divadocurioso.blogspot.com/feeds/1139979771748918435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2777024352566038693&amp;postID=1139979771748918435' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/1139979771748918435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/1139979771748918435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://divadocurioso.blogspot.com/2008/09/psicologia-na-escola.html' title='Psicologia na escola'/><author><name>Flávio Simões de Andrade Penna (vulgo Fau)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17100109477149566957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_ayX1H1bY7Ng/SJaXOgSE1SI/AAAAAAAAAAk/i5iJDtq9ses/S220/DSC00048.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2777024352566038693.post-4732142825170530265</id><published>2008-09-16T19:18:00.000-07:00</published><updated>2008-09-23T20:57:38.998-07:00</updated><title type='text'>Quando a gente vai se coçar outra vez?</title><content type='html'>Adorei esse texto. O li por acaso, era a matéria que estava do outro lado do jornal que tinha o que eu precisava. Mas, eu presisava desse texto também. O nome do autor é Gilberto Amendola, ele é escritor e jornalista e qualquer duvida sobre o texto ou sei lá o que se pode dizer a um cara como esse mandem mensagem para gilberto.amendola@grupoestado.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a torta de creme ensopou seu rosto vermelho, a platéia manteve-se em silêncio. Também não adiantou mergulhar em uma piscina vazia ou ser erguido pela cueca de elástico. Naquela noite, ninguém riu. Antônio fez papel de palhaço... e não agradou.&lt;br /&gt;Nos bastidores do circo, seus companheiros decidiram, em respeito ao colega, não comentar o ocorrido. Era a primeira vez, em 30 anos de ofício, que o palhaço Trombada não conseguia arrancar sequer um sorriso amarelo do ‘respeitável público’.&lt;br /&gt;Era a hora de lavar o rosto e entregar os pontos. Sua carreira tinha chegado ao fim. Antônio (vulgo palhaço Trombada) foi embora sem se despedir. Sabe-se que a mulher barbada ficou desolada; o mágico quis desaparecer e a equilibrista caiu em depressão. Coisas da vida.&lt;br /&gt;Longe do circo, Antônio arrumou um trabalho como homem-placa. A função consistia em permanecer em pé durante 12 horas, se fingir de coisa e ser um suporte vivo para uma propaganda: Vendo e Compro Ouro. Pago Bem.&lt;br /&gt;Para quem estava acostumado às cambalhotas do picadeiro, viver como um homem-placa era até mais triste de que perder o dom de fazer rir. Além do mais, Antônio sentia coceira no corpo inteiro. Ele nunca conseguiu ser uma estátua convincente. Era um homem-placa que sambava no ritmo daquele coça-coça, que, cá entre nós, sempre atacava em lugares pouco poéticos da anatomia humana.&lt;br /&gt;É claro que Antônio não agüentou três meses. Viver estático era impossível. Uma palhaçada no mau sentido. Trombada queria se coçar. Num dia de inspiração, lançou sua placa de cima do Viaduto do Chá. Aos outros homens, que também usavam placas ao redor do pescoço, disse que ele havia se suicidado.&lt;br /&gt;Apesar da experiência desastrada, sua temporada como suporte para placa fez com que ele entendesse o que tinha acontecido com o humor das pessoas. Além dos homens-placa, a Cidade era dos homens-gravata, homens-celular, homens-notebook... Todo mundo tinha se transformado em suporte para alguma coisa. São Paulo estava infestada de cavaletes ambulantes, verdadeiros zumbis do cotidiano, proibidos até de dar uma singela coçadinha.&lt;br /&gt;Para Antônio, que além de palhaço era filósofo amador, a humanidade já havia escolhido o seu lado. Entre o ‘ser’ e o ‘não ser’, tínhamos optado pela segunda alternativa.&lt;br /&gt;Não éramos. Ninguém mais era. Não havia mais energia suficiente para entender a graça de uma torta de creme na cara de um palhaço. O problema não era ele.&lt;br /&gt;Excitado pela descoberta, começou a entrevistar aqueles homens de triste sina. Não demorou para descobrir que os homens-placa (gravata, celular, notebook, carro e outros balangandãs) viviam somente para ‘levar comida para casa’. Uma função nobre, mas que tirava o tempo do amor, do humor de todas as funções que não envolvessem mastigação e digestão.&lt;br /&gt;Um dia desses, decidiu ressuscitar o palhaço Trombada. Borrou a cara de vermelho, vestiu roupas largas e correu para o Viaduto do Chá. Ao redor do pescoço, vestiu uma placa improvisada: Compro e Vendo Bom Humor. Pago Bem.&lt;br /&gt;Hoje, quem passa pelo viaduto do Chá costuma reparar naquele homem sorridente, um sujeito que fala sozinho, planta bananeira, tira moedas da própria orelha e se coça frenéticamente. Nos momentos em que o viaduto parece um formigueiro, ele põe a placa no pescoço e fica esperando a reação da platéia.&lt;br /&gt;Mas ninguém reage. O máximo que já aconteceu foi um agente da Prefeitura tentar levá-lo para um abrigo de indigentes. Mas ele se nega a arredar o pé do viaduto.&lt;br /&gt;Ao que parece, ninguém entendeu a piada ainda. Mas Trombada sabe que começou uma revolução – e promete ir com ela até o fim. O velho palhaço ainda tem esperança de ver o povo dessa Cidade se coçando outra vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2777024352566038693-4732142825170530265?l=divadocurioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://divadocurioso.blogspot.com/feeds/4732142825170530265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2777024352566038693&amp;postID=4732142825170530265' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/4732142825170530265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/4732142825170530265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://divadocurioso.blogspot.com/2008/09/quando-gente-vai-se-coar-outra-vez.html' title='Quando a gente vai se coçar outra vez?'/><author><name>Flávio Simões de Andrade Penna (vulgo Fau)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17100109477149566957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_ayX1H1bY7Ng/SJaXOgSE1SI/AAAAAAAAAAk/i5iJDtq9ses/S220/DSC00048.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2777024352566038693.post-4134420058409241415</id><published>2008-09-13T12:19:00.000-07:00</published><updated>2008-09-13T12:56:26.919-07:00</updated><title type='text'>Ser Psicólogo e o "Eu".</title><content type='html'>As vezes parece ser impossível compreender como pode a mente humana ser tão complexa ao ponto de parecer impossível decifrá-la. Algumas vezes eu me pergunto “até que ponto é possível?”. O comportamento é uma via de acesso indiscutível, é através dele que podemos compreender o que se passa pela mente. Mas, tendo esse intermédio do comportamento para chegar à mente, podemos mesmo confiar nas nossas avaliações? Eu diria que sim.&lt;br /&gt;A psicanálise desenvolveu um método eficaz, capaz de deduzir o que se passa além da mente, capaz de observar o inconsciente. Mas, podemos também confiar na ciência que busca observar um objeto impossível de se observar, ou seja, através do método de associação livre e da interpretação dos sonhos, é mesmo possível decifrar o inconsciente? Eu também diria que sim.&lt;br /&gt;Vocês devem estar se perguntando no porque dessa minha confiança na psicologia, e eu tenho a resposta para isso. Eu consigo ver com os meus olhos, todos os dias, o quanto essa ciência que parece ser tão abstrata é eficaz e capaz de atingir o seu objeto de estudo. Hoje podemos falar em Psicologias pelo simples fato de a Psicologia ter se amparado em diversas teóricas que a primeira vista parecem contradizer umas as outras. Mas não é bem assim. As diversas formas de se observar um homem é a chave para compreender e ajudá-lo em suas dificuldades, são essas diversidades de compreensão que juntas são capazes de nos mostrar o ser complexo que nós somos e o que significa sê-lo.&lt;br /&gt;Para falarmos do “Eu”, em primeiro lugar, temos que examinar a natureza do “Eu”. O “Eu” é uma percepção organizada e permanente na experiência da pessoa. É uma percepção com uma história organizada de crescimento e desenvolvimento; é uma percepção exclusiva do indivíduo. O corpo físico é o aspecto mais visível do eu, e existem maneiras significativas pelas quais os corpo é percebido, ou percebido erroneamente. O eu é também visto pela pessoa como formado de camadas mais centrais (o “verdadeiro eu”) e camadas mais periféricas (a “parte sem importância do eu”). O eu tem vários graus de unidade, e pode, em determinadas circunstâncias, passar por mudanças radicais – tal como ocorre com qualquer outra percepção. A percepção que a pessoa tem de si mesma pode ser influenciada por suas experiências pessoais e pelas exigências feitas pela sociedade.&lt;br /&gt;O traço mais notável da experiência que a pessoa tem do eu, é seu estado de motivação. A pessoa percebe perturbações e deficiências com relação a si mesma e ao ambiente. Sente necessidade e desejos, estabelece objetivos e intenções, faz escolhas e decide. A pessoa age, reagindo a essas motivações que sente. Esforça-se para atingir objetivos, procura evitar o mal-estar e o ferimento.&lt;br /&gt;Mas este quadro, naturalmente, não está completo sem a emoção, que é a experiência central do eu. As emoções especificas do homem – tais como a alegria, o orgulho, a satisfação, o medo, o amor, a dor, a vergonha, a mágoa – são provocadas, constantemente, por situações psicológicas especificas. As emoções podem ser úteis ou prejudiciais ao comportamento adaptativo do organismo, de acordo com sua intensidade e as condições em que são despertadas.&lt;br /&gt;O que eu quero dizer com isso tudo, é que, apesar de sermos tão individuais, como prega nossas heranças iluministas, somos também muito iguais uns com os outros. Somos seres humanos e temos coisas em comum que podemos analisar e comparar, e ver se está de acordo com o que se espera de um ser humano. Ser feliz é uma tarefa muito difícil e a cada segundo a felicidade desaparece e aparece, e é papel do psicólogo saber ver quando e como isso ocorre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2777024352566038693-4134420058409241415?l=divadocurioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://divadocurioso.blogspot.com/feeds/4134420058409241415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2777024352566038693&amp;postID=4134420058409241415' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/4134420058409241415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/4134420058409241415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://divadocurioso.blogspot.com/2008/09/ser-psiclogo-e-o-eu.html' title='Ser Psicólogo e o &quot;Eu&quot;.'/><author><name>Flávio Simões de Andrade Penna (vulgo Fau)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17100109477149566957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_ayX1H1bY7Ng/SJaXOgSE1SI/AAAAAAAAAAk/i5iJDtq9ses/S220/DSC00048.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2777024352566038693.post-8362204172021519914</id><published>2008-08-18T19:58:00.000-07:00</published><updated>2008-12-14T17:08:06.269-08:00</updated><title type='text'>O adolescente barulhento</title><content type='html'>Eu ia fazer um texto com base no livro do Contardo Calligaris, Adolescência, mas resolvi falar eu mesmo dos meus estudos e das minhas idéias. É legal falar aqui, antes de tudo, sobre o que é a adolescência; será que sempre existiu? Porque é conhecida como fase 'turbulenta' e 'conflituosa'? Qual a diferença entre púbere, jovem e adolescente? Primeiramente essa questão dos conceitos, porque uns chamam de jovem, outros de adolescente e algumas vezes ouvimos a palavra púbere? Bem, o púbere, como a palavra já nos remete, tem seu significado na questão biológica dessa fase, a puberdade é o momento em que há transformações em todo o corpo, ele estica, enche de pêlos, as meninas se tornam mais 'atraentes' aos olhos dos meninos, os meninos começam a exalar um odorzinho que chamamos de ‘cecê’ que nada mais é do que a testosterona fazendo seu trabalho, os braços ficam desproporcionais ao resto do corpo, a voz muda, etc.. O jovem por sua vez tem seu significado ligado às ciências sociais, fala-se em jovens aqui, jovens ali... Toda análise social que se refere ao grupo de pessoas entre aproximadamente 13 e 25 anos pode ser conceituado como um grupo de jovens (embora essas idades sejam comumente discutidas). O termo Adolescência é filho da Psicologia, refere-se justamente a fase do ser humano em que os conflitos psíquicos do que é certo, errado, deus, mundo, vida, pais, dinheiro, sexo, etc. aparecem com força total. A vida psíquica desses indivíduos se torna uma bagunça e uma arrumação ao mesmo tempo. Mas sempre existiu adolescência? Bem, essa pergunta parece ser engraçada, pois é óbvio que sempre existiram as pessoas que passam por esse estado intermediário entre infância e vida adulta (que também são altamente discutíveis), mas o conceito de adolescente que temos hoje tem pouco mais de 50 anos. O adolescente barulhento, chato, difícil... Esse adolescente que a sociedade construiu é filho dos estados unidos, do rock 'n roll, das drogas e da criminalidade. O adolescente que causa transtornos é assim por imposições bem caracterizadas. O adolescente é o que a sociedade não pode ser. Ele faz o que o adulto não pode fazer, e este então projeta no adolescente os seus desejos de liberdade. O adolescente globalizado é isso, vide os países fechados que não permitem essa globalização, é possível notar que essa conceituação não vai caber tão perfeitamente quanto fazemos hoje entre os brasileiros e os japoneses, por exemplo, apesar das diferenças claras de cultura, é possível notar semelhanças entre esses indivíduos. O barulho dos carros enfeitados que chamam a atenção de todos e que dura até tarde, que incomoda e que atrapalha os penteados cada vez mais chamativos, assim como as roupas, tatuagens, piercings, a sexualidade, os abusos de álcool e drogas, as baladas e as noites sem dormir que exigem uma disposição inexistente, enfim, tudo isso nada mais é do que o grito desesperado da sociedade por socorro. Freud deixa claro em O mal estar da civilização que a sociedade sofre por abrir mão de seus impulsos para poder viver em harmonia com o outro, o grande Outro que Lacan e mais recentemente Maria Rita Khel tem nos falado com tanta clareza. É possível dizer, com toda firmeza, que o adolescente é o que fazemos deles, o que queremos que seja, o que queremos e não podemos ser, por isso é estimada. Essa adolescência é produto para as senhoras consumirem, os seios púberes que são moldados pelas mãos cirúrgicas, as mesmas que constroem cinturas púberes, rostos púberes... As academias lotadas só deixam isso mais claro, até algumas maquiagens remetem a isso. A infantilização da moda adulta, tanto para mulheres quanto para homens. A Síndrome da Adolescência Prolongada é produto de tudo que eu falei, e tende a ser mais comum, pois vender a adolescência dá lucro, pois querer ser o que não somos preenche nosso vazio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2777024352566038693-8362204172021519914?l=divadocurioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://divadocurioso.blogspot.com/feeds/8362204172021519914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2777024352566038693&amp;postID=8362204172021519914' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/8362204172021519914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/8362204172021519914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://divadocurioso.blogspot.com/2008/08/o-adolescente-barulhento.html' title='O adolescente barulhento'/><author><name>Flávio Simões de Andrade Penna (vulgo Fau)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17100109477149566957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_ayX1H1bY7Ng/SJaXOgSE1SI/AAAAAAAAAAk/i5iJDtq9ses/S220/DSC00048.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2777024352566038693.post-3504832078752883527</id><published>2008-08-09T20:46:00.000-07:00</published><updated>2008-08-09T22:55:23.546-07:00</updated><title type='text'>"Gestalt-terapia, Infância e Hipermodernidade: - diante da necessidade de reconhecimento intersubjetivo.”</title><content type='html'>O Contexto HipermodernoHipermodernidade é a denominação dada por Gilles Lipovetsky (2004) ao contexto da sociedade ocidental contemporânea. Com esta expressão, o autor tem como proposta demonstrar que está em curso nos últimos anos, não uma ruptura e, sim, uma intensificação das características da Modernidade e um acirramento de paradoxos.Lipovetsky caracteriza a Hipermodernidade observando que está em curso uma nova etapa do capitalismo, ainda fundamentada pela lógica do consumo, agora hiperconsumo, acentuando-se a noção de descartabilidade. Fase que também se configura pela invasão da mídia em todos os cenários, o foco no desempenho pessoal, o narcisismo exacerbado, e a intolerância às pequenas diferenças. Assim, a infância que observamos hoje se desenvolvendo no contexto da família hipermoderna, tem características muito particulares. Nós sabemos que a educação e a família, desde suas origens são “locus” da tradição. E por mais que se tenham modificado, ao longo da civilização, tanto as práticas e os métodos educativos, como as estruturas e formas diversas de famílias, ambas são experiências que constituem nosso próprio processo de nos tornarmos humanos. A família pode ser considerada uma “instituição humana duplamente universal”, uma vez que “associa um fato de cultura a um fato da natureza”, sem o quê não haveria sociedades humanas. (ROUDINESCO, 2003, p. 16).Sabe-se que a Modernidade trouxe consigo uma atitude de ruptura com a tradição. Uma atitude de busca pelo que é novo e uma idéia de que, o que é antigo, já não serve. E este processo se intensificou na Pós-modernidade, mas hoje temos a coexistência de valores polares e em diferentes graus de integração, que vão, por exemplo, desde as relações de casamento aberto, até o retorno à idéia de que a mulher deve permanecer virgem até o casamento ou outras práticas tradicionais. Observando-se os fins do século XX e este início de século XXI alguns sinais indicam que as mudanças em curso podem ser ainda mais radicais nas práticas tradicionais de educação, pois estamos não só retirando toda tradição da educação e transformando-a numa mistura de estilos paradoxais, mas também estamos criando cada vez mais a impossibilidade de se pensar o sentido do vivido.Por exemplo, pode-se observar a coexistência de práticas tradicionais, inclusive com o uso freqüente do castigo físico paralelamente às práticas diversas, com fundamentos baseados em uma cultura de consumo e narcisismo. Como por exemplo, premiar os filhos com todos os brinquedos possíveis ou fazer uma festa “dos sonhos” (diga-se “muito cara”) para um bebê de um ano. Tanto na clínica, quanto na escola, podemos observar diversos paradoxos presentes hoje na relação entre pais e filhos. E especialmente um grande contingente de pais que não conseguem se responsabilizar de forma efetiva pela educação de filhos e, quando o fazem, sentem-se perplexos e desorientados, sem saber se o que fizeram resultará em uma “boa educação”. Recentemente, em um artigo sobre a estréia do documentário brasileiro “Pr’o Dia Nascer Feliz” do cineasta João Jardim, puderam ser observadas algumas falas paradigmáticas da geração de jovens que hoje estão na faixa entre quinze e dezoito anos, e que foram registradas no filme. Como Douglas, aluno de uma escola pública em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, que acha legal segurar uma arma no baile funk, porque assim todo mundo olha para ele. Ou o caso de uma menina, em que tal necessidade atinge níveis extremos, pois em seu relato refere que matou uma colega a facadas no corredor da escola, para que todos vissem. Mas, ser visto demais também pode “pegar mal”. Rita de 16 anos parou de estudar depois de ser perseguida pelas colegas, porque era loura e mais bonita que as demais. Por outro lado, neste mesmo documentário aparece Thaís, de 15 anos, estudante de um colégio particular em São Paulo, cujas notas são ruins, mas que está muito preocupada em entender o que existe depois da morte. E outra menina que estuda demais, e que acha que por isto os garotos não olham para ela. Estes sinais são testemunhos de quê? Os pais não sabem mais educar? A escola está comprometida com um pacto burocrático medíocre? Os alunos são violentos e desinteressados? Ou tudo isto se refere a algo mais? Estamos diante de uma crise de sentido da nossa própria civilização?Aqueles pais mais interessados estão em busca de um “saber como” educar, e produzem uma demanda que sustenta hoje uma série de publicações voltada para a educação na família e a orientação de pais, com um volume recorde de publicações. O grande número de publicações de livros de orientação de pais que tem saído nos últimos anos bate recordes de vendas de verdadeiros best-sellers. Como por exemplo, o livro “Quem ama educa” do médico Içami Tiba, que se encontra hoje em 160ª edição, com mais de 560.000 exemplares vendidos.O que pode se constatar numa pesquisa preliminar é que a grande maioria destes livros serve a um projeto pedagógico contemporâneo, onde a eficiência na educação de crianças se mede em filhos bem sucedidos, criados sob a égide do narcisismo, capazes de tomar as relações afetivas sob a ótica de uma razão administrada na busca da “felicidade”. Para ilustrar selecionei aqui um trecho de Içami Tiba, que em seu livro “Adolescentes – Quem Ama, Educa”, sugere a administração empresarial aplicada em casa a fim de se constituírem “famílias de alta performance”:&lt;br /&gt;“As famílias hoje têm que ser de alta performance. Uma equipe em que todos os integrantes têm seus momentos de liderança pelas merecidas e reconhecidas competências”.“Por mais progressiva que seja a família, se um dos integrantes for retrógrado cai a performance familiar. Porque nenhuma família que tenha um integrante químico-dependente, um presidiário, um transgressor social pode estar usufruindo da felicidade familiar, muito menos da comunitária”.Adolescentes – Quem ama educa! Içami Tiba, p. 277-278.&lt;br /&gt;Neste modelo, como fica a relação de reconhecimento intersubjetivo, ou seja, o contato e a dialogicidade, entre pais e filhos? Segundo o filósofo contemporâneo Axel Honneth, a intersubjetidade se caracterizaria como uma experiência de reconhecimento intersubjetivo, baseada nas experiências de amor, direito e solidariedade. Mas como isto pode se dar, num contexto que se caracteriza por ser líquido e flexível, de tal modo que o indivíduo é esvaziado constantemente de suas referências e, para evitar a percepção deste esvaziamento (ou mesmo como parte deste fenômeno), faz uso do consumo para seu preenchimento?Quais as possíveis implicações disto nas relações familiares e nas práticas de educação? Se considerarmos, como faz Axel Honneth, que “a formação prática da identidade humana pressupõe a experiência do reconhecimento intersubjetivo” (Honneth A., 2003, p. 155) e que esta experiência se faz sentir de forma recíproca através das relações de amor, direito e solidariedade, pode se compreender a exacerbação atual da busca por reconhecimento intersubjetivo como efeito de subjetivação e como um sintoma da educação hipermoderna.No contexto atual, as novas formas de reconhecimento intersubjetivo se referem ao ver e ser visto, calcadas no hipernarcisismo, de tal modo que inviabilizam a experiência de reciprocidade presente nas formas de reconhecimento intersubjetivo a que Honneth refere. Este cenário traz a necessidade de práticas terapêuticas e pedagógicas que viabilizem tal reconhecimento intersubjetivo. E esta possibilidade está presente nas noções de relação Eu-Tu e Contato na Gestalt-terapia.Nas noções de relação Eu-Tu, Buber já se preocupa com isto, quando se refere à dualidade entre o “ser” e o “parecer”. Buber expressa sua idéia de que a comunicação é algo maior do que aquilo que os sentidos podem captar, desta forma “a linguagem pode renunciar a toda mediação de sentidos e, mesmo assim, ainda é linguagem” (BUBER, 1982, p. 35). E “(...) onde a ausência de reserva reinou entre os homens, embora sem palavras, aconteceu a palavra dialógica de uma forma sacramental” (id, p.35). Deste modo, o que determina o encontro é a ausência de reservas, estar aí, verdadeiramente. Buber destaca fatores que impedem o crescimento do inter-humano: - a aparência que invade, a insuficiência da percepção e a possibilidade de que um dos parceiros queira impor-se ao outro. Baseados nestes pressupostos, a Gestalt-terapia coloca em cena a relação Eu-Tu como uma experiência do inter-humano e como uma possibilidade de entrar em contato consigo mesmo, através da relação de alteridade, se aproximando assim da noção de reconhecimento intersubjetivo citado por Axel Honneth. Na Gestalt-terapia o Contato (PERLS, HEFFERLINE &amp;amp; GOODMAN, 1997; PERLS, F., 2002) é um evento de auto-regulação organísmica e é através dele que é possível ao ser humano crescer e se desenvolver (física, mental e emocionalmente). Mas a cultura hipermoderna tem se caracterizado como um forte obstáculo ao contato e especialmente à possibilidade de reconhecimento intersubjetivo e à experiência do inter-humano.A família deveria ser o lugar onde esta experiência e este reconhecimento fosse privilegiado. Mas em nossa prática clínica observamos um número crescente de pessoas com transtornos de personalidade, que chegam aos nossos consultórios, em idade cada vez mais precoce. Nossa observação vem apontando para uma impossibilidade de reconhecimento intersubjetivo, que se estabelece desde as primeiras relações entre pais e filhos, e que nos faz temer por uma sociedade em que as pessoas constituam comportamentos cada vez mais extremos a fim de obterem tal reconhecimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2777024352566038693-3504832078752883527?l=divadocurioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://divadocurioso.blogspot.com/feeds/3504832078752883527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2777024352566038693&amp;postID=3504832078752883527' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/3504832078752883527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/3504832078752883527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://divadocurioso.blogspot.com/2008/08/gestalt-terapia-infncia-e.html' title='&quot;Gestalt-terapia, Infância e Hipermodernidade: - diante da necessidade de reconhecimento intersubjetivo.”'/><author><name>Flávio Simões de Andrade Penna (vulgo Fau)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17100109477149566957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_ayX1H1bY7Ng/SJaXOgSE1SI/AAAAAAAAAAk/i5iJDtq9ses/S220/DSC00048.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2777024352566038693.post-7782086492563210438</id><published>2008-07-23T20:10:00.000-07:00</published><updated>2008-07-23T20:44:38.802-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;Encontrei em um dos meus livros uma breve definição de behaviorismo para por aqui.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Behaviorismo: John Broadus Watson (1878- 1958) e Burrhus Frederich Skinner (1904 - 1989)&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A corrente behaviorista de psicologia caracteriza-se pelas reízes experimentais muito bem sendimentadas. Primeiramente, pretendemos oferecer o caminho histórico do behaviorismo e, em seguida, apontar alguns eixos de sustentação dessa teoria do comportamento humano.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mediante o pensamento behaviorista entende-se que, pela observação e experimentação sistemática e cuidadosa, é possivel desenvolver um conjunto de princiípios que podem explicar adequadamente o comportamento humano&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A psicologia, a partir do behaviorismo, deixou de lado a preocupação com a consciência tornando-se uma ciência do comportamento de organismos, comprotamentos esses ocorridos em dimensões fiscais de espaço e de tempo. Assim, fica definitivamente para trás a idéia de psicologia como o "estudo da alma", abrindo-se a questão de que ela também não pode mais ser considerada como a pura ciência "da consciência", uma vez que seu campo de análise, a partir de então, ficou limitado aos eventos que podiam ser empiricamente observados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao iniciarmos esse assunto, necessariamente devemos lembrar que os funcionalistas foram aos poucos modificando os pressupostos da escola estrutural, sem que acontecesse um afastamento formal dela. Foi, portanto, um crescimento natural, tanto que, segundo Schultz (1992, p.129):&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"... não houve um determinado dia ou ano que possamos apontar como o início do funcionalismo - um momento em que a psicologia tivesse mudado de um dia para o outro. Com efeito, é dificil apontar um individo em particular como o fundador do funcionalismo".&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na verdade, ao mesmo tempo que o funcionalismo foi se desenvolvendo e amadurecendo, o estruturalismo continuou, por algum tempo, mantendo suas vases em sua definida e forte posição. Foi por volta de 1913 que aconteceu o verdadeiro rompimento contra o pensar psicológico que ambas as escolas propunham. Esse moviemnto chamou-se BEHAVIORISMO e seu líder foi um psicólogo chamado Watson. Seu primeiro ataque a psiclogia então dominante foi feito por intermédio de um artigo publicado pela Psychological Review. Nele, Watson contestou duramente o modelo psicológico defendido pelas escolas da época e dizia, vibrantemente, que se a psicologia quisesse se fortalecer no mundo da ciência seria necessário que ela repensasse com urgência seu objeto de estudo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sua proposta era de que a Psicologia deveria estudar o comportamento, ou seja, ele supunha que o objeto de estudo dessa ciência fosse determinado, prioritariamente, pelos atos observáveis de conduta que pudessem ser descritos em termos de estímulo e resposta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;para entendermos o pensamento de Watson, nada melhor do que irmos direto as suas próprias palavras. Vamos resgatar, por cuidados recortes, seu artigo que é o ponto de partida formal do behaviorismo. Esse texto se chamava Psychology as the Behaviorist Views It e foi publicado em 1913:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"A Psicologia, tal como o behaviorista a interpreta, é um ramo puramente objetivo e experimental da ciência natural. Seu objetivo teórico é a predição e o controle do comportamento. A introspecção não é parte essencial dos seus métodos nem o valor científico dos dados, depende da facilidade com que podem ser interpretados em termos de consciência. O behaviorismo, em seu esforço para conseguir um esquema unitário da resposta animal, não reconhece linha divisória entre o homem e o animal . O comportamento do homem, com todo o seu refinamento e toda a sua complexidade, constitui apenas uma parte do esquema total de pesquisa do behaviorista. Não desejo criticar injustamente a psicologia. Ela não conseguiu nitidamente, durante cinquenta anos como disciplina experimental, encontrar seu lugar como ciência natural indiscutivel. Parece ter chegado o momento em que a psicologia precisa afastar toda e qualquer referencia a consciência; em que ja não precisa ser induzida a pensar que está fazendo dos estados mentais o objeto de obsrvação. Os últimos quinze anos assistiram ao desenvolvimento do que chama psicologia funcional. Este tipo de Psicologia afasta o uso de elementos, no sentido estático dos conscientes em elementos isoláveis por introspecção. Fiz o melhor que podia para entender a diferença entre psicologia funcional e psicologia estrutural. Em vez de maior clareza, caí em maior confusão. A Psicologia que eu tentaria construir  consideraria como seu ponto de partida, em primeiro lugar, o fato observável de que os organismos, tanto humanos quanto animais, se ajustam a seus meios ambientes através do equipamento hereditário e dos hábitos, Tais ajustamentos podem ser muito adequados ou tão inadequados que o organismo só a custo mantém a sua existência; em segundo lugar, alguns estímulos levam os organismos a apresentar as respostas. Num sistema de psicologia inteiramente desenvolvido, dada a resposta é possivel predizer o estímulo; dado o estímulo, é possível predizer a resposta. O que me dá esperança de que a posição behaviorista seja defensável é o fato de que aqueles ramos da psicologia que já se separaram parcialmente da psicologia-mãe, a psicologia experimental, e que, por conseguinte, são menos dependentes da introspecção, se encontram hoje em condições sumamente forescente. A pedagogia experimental, a farmacopsicologia, a psicologia jurídica, a psicologia dos testes e a psicopatologia estão todas em vigoroso crescimento. Estou interessado, no presente momento, em tentar mostrar a uniformidade no procedimento experimental e no método de apresentação de resultados no trabalho com o homem e com animais do que em desenvolver quaisquer idéias que possa ter acerca das mudanças que certamente advirão para o raio de ação da psicologia humana. É possível que não exista uma falta absoluta de harmonia entre a posição aqui descreta, em suas linhas gerais e a da psicologia funcional. Sou propenso a pensar, entretanto, que as duas posições não podem ser facilmente harmonizadas. O que precisamos fazer é começar a trabalhar em psicologia fazendo do comportamento e não da consciência o po nto de objetivo do nosso ataque".&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Podemos compreender pelo texto de Watson como se deu a formulação inicial do controle do comportamento do homem por meio de estímulos ambientais, como se deslocou o interesse da consciência para o comportamento e como aconteceu a modificação de metodologia da introspecção para os próprios metodos da física e das ciências naturais, uma vez que, na perspectiva de Watson, as leis que governam o homem são entendidas como as mesmas leis universais que governam todos os fenômenos naturais. Dessa forma, o behaviorismo representou uma corajosa tentativa de reduzir a Psicologia a uma ciência natural, deixando de lado a consciência (que envolve memória, vontade e inteligência do sujeito), voltando-se, exclusivamente, para o comportamento objetivo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2777024352566038693-7782086492563210438?l=divadocurioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://divadocurioso.blogspot.com/feeds/7782086492563210438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2777024352566038693&amp;postID=7782086492563210438' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/7782086492563210438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/7782086492563210438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://divadocurioso.blogspot.com/2008/07/encontrei-em-um-dos-meus-livros-uma.html' title=''/><author><name>Flávio Simões de Andrade Penna (vulgo Fau)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17100109477149566957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_ayX1H1bY7Ng/SJaXOgSE1SI/AAAAAAAAAAk/i5iJDtq9ses/S220/DSC00048.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2777024352566038693.post-8647560446944493758</id><published>2008-07-23T01:12:00.000-07:00</published><updated>2008-07-23T01:16:26.648-07:00</updated><title type='text'>Novidades, algumas respostas, agradecimentos:</title><content type='html'>&lt;p&gt;É com grande alegria que volto a postar e fico contente pelo resultado que teve a minha enquete. Vou continuar fazendo algumas perguntas por esse sisteminha aqui. Tomara que todos participem dessa vez.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Houveram algumas duvidas sobre alguns termos tecnicos que foram colocados nos textos, é que realmente eu os tiro de artigos de ciência e algumas vezes deixo passar alguns jargões da psicologia. Prometo que vou bolar um jeito de responder essas questões tudo no final do mês, hehe, brincadeirinha. Enfim, vou tentar ir respondendo aos poucos, sem atrapalhar o cronometro que a coisa vem tendo. É dificil postar porque as vezes eu estou com a cabeça em outros lugares. Abraços e semana que vem eu posto alguma coisa interessante, mudo um pouco o blog. Tchau!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2777024352566038693-8647560446944493758?l=divadocurioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://divadocurioso.blogspot.com/feeds/8647560446944493758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2777024352566038693&amp;postID=8647560446944493758' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/8647560446944493758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/8647560446944493758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://divadocurioso.blogspot.com/2008/07/novidades-algumas-respostas.html' title='Novidades, algumas respostas, agradecimentos:'/><author><name>Flávio Simões de Andrade Penna (vulgo Fau)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17100109477149566957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_ayX1H1bY7Ng/SJaXOgSE1SI/AAAAAAAAAAk/i5iJDtq9ses/S220/DSC00048.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2777024352566038693.post-6348167884510620797</id><published>2008-06-22T02:07:00.000-07:00</published><updated>2008-06-22T02:21:29.346-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Gente, to muito feliz por ver que tem gente comentando os textos. =D ... andei um tempo sem internet, depois meu pc fico de mal comigo, coisas do relacionamento inter pessoal que tenho com a máquina. Enfim, quando abri o blog e vi os comentarios fiquei mais que surpreso, acho que satisfeito é a palavra.&lt;br /&gt;Bem, neste fim de semana eu tive algumas conversas com meu amigo Adílson (psicologo que não se forma logo pq não quer sair da universidade, rsss) sobre psicologia comportamental, e como ela tem sido vitima das universidades que dão prioridade à psicanalise. Eu tenho como meta me utilizar de uma abordagem psicanalitica, mas me interesso por psicologia, então, tudo me é interessante dentro desta ciencia. Encontrei um artigo bem legal de um estudo feito por uns alunos da uninove que pode vir a interessar algumas pessoas que eu já notei que leem os artigos que ponho aqui... divirtam-se, e mais uma vez VLW pelas visitas aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dias de hoje, observamos que o Behaviorismo Radical, representado principalmente por B. F. Skinner, costuma receber um conjunto de críticas relativas à concepção de homem e ao método proposto para o estudo do comportamento humano por essa Filosofia. Tal concepção negativa à filosofia da Análise do Comportamento parece ser produto tanto de um desconhecimento das propostas básicas desta abordagem da Psicologia quanto de uma concepção de Homem alternativa a uma visão tradicional, cultural, do que é o Homem. Miguel e Nakamura (1996) e Nakamura (1997) realizaram dois estudos que investigaram a concepção dos alunos do curso de Psicologia da PUC-SP e da USP, respectivamente, sobre o Behaviorismo Radical. Os resultados destes estudos mostraram que os alunos da PUC-SP e da USP apresentam concepções negativas em relação ao Behaviorismo Radical.Preocupado com esta situação apresentada por Miguel e Nakamura (1996) e Nakamura (1997), o presente estudo teve como objetivo investigar a concepção dos alunos de 5o semestre do curso de Psicologia do Centro Universitário Nove de Julho – UNINOVE, acerca do Behaviorismo Radical, de modo a verificar se tal concepção negativa observada em alunos de outras universidades aparece também nos alunos desse curso.&lt;br /&gt;Foram sujeitos desta pesquisa 44 alunos do 5º semestre de Psicologia do Centro Universitário Nove de Julho, que já cursaram as seguintes disciplinas: Analise do Comportamento I, II, III, IV e Métodos de Investigação e Produção de Conhecimento em Análise do Comportamento. Foi utilizado como material um questionários de 12 questões abertas e 10 questões fechadas, baseado naquele proposto por Nakamura (1997). Os questionários foram entregues aos sujeitos, em sala de aula. Explicou-se o objetivo da pesquisa e pediu-se que respondessem o questionário e entregassem-no ao pesquisador, que aguardaria até o término do preenchimento. Não foi exigida a identificação ou obrigatoriedade no preenchimento dos mesmos. Em média, os sujeitos levaram em torno de 20 minutos para responder os questionários, que foram recolhidos logo após este período. Os resultados apontam que na opinião dos participantes, o objeto de estudo da Psicologia e do Behaviorismo Radical, onde 41% dos alunos consideram o homem como objeto primordial da psicologia e 36% consideram o comportamento o objeto principal do Behaviorismo Radical.Quanto a opinião dos participantes sobre o objetivo da Psicologia, 25% concordam que compreender o homem é o principal objetivo desta ciência. Sobre o objetivo do Behaviorismo Radical, 34% dos participantes não responderam a questão, 18% optaram pela alternativa “outros” e 16% acreditam que compreender o comportamento seja o objetivo do Behaviorismo Radical. Na sequencia, os participantes concordam, tanto para a Psicologia(91%), quanto para o Behaviorismo Radical(52%), que os eventos internos e observáveis devem ser fenômenos estudados por estes profissionais.Nas ultimas questões que se referem a opinião dos participantes sobre o Behaviorismo Radical, os resultados mostram que a maioria não responderam as questões. Uma média de 14% dos participantes apontam para uma concepção negativa vazia e incorreta a respeito do Behaviorismo Radical baseadas em conceitos. Concluíndo, podemos observar que os participantes demonstram conhecer o objeto de estudo da Psicologia e do Behaviorismo Radical, apesar de não considerarem serem os mesmos (homem e comportamento, respectivamente). Quanto ao objetivo do Behaviorismo Radical, a maioria (34%) dos participantes não responderam. Observa-se uma maioria de participantes na categoria “não responderam” nas questões referentes ao objetivo do Behaviorismo Radical, à forma mais adequada de se estudar o objeto desse e nas questões que pediam a opinião do aluno quanto a essa abordagem e palavras relacionadas a essa. Ainda, 30% dos alunos afirmaram que o Behaviorismo Radical lida principalmente com os eventos observáveis. Estes dados parecem demonstrar haver uma falta de conhecimento a respeito do Behaviorismo Radical, fato que pode influenciar a opinião do aluno de Psicologia quanto a essa abordagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIANakamura, M.F.(1997). O conhecimento do aluno sobre o Behaviorismo Radical e sua concepção de Psicologia. Trabalho de conclusão de curso com exigência para graduação em Psicologia.Skinner, B. F. (1974). Sobre o Behaviorismo. São Paulo.Cultrix.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece nem ser preciso comentar que tornar-se alheio a algumas ferramentas que estão a disposição do psicologo não é apenas alienar-se, por preconceitos ou por imposições feitas pelo meio academico, em geral, do behaviorismo, mas também é uma forma de tornar nossa formação incompleta e ineficaz em alguns momentos que for preciso conhece-la. A psicologia humana é complexa, no sentido de haver ligações entre conceitos e formas de pensar. Tal complexidade que liga um conceito em outro é capaz de absorver vertentes diversas da psicologia, tais como humanista, comportamental e psicanalitica, não para bancarmos os herois, mas para sermos profissionais completos. Eu acredito sim na interdisciplinariedade.&lt;br /&gt;Agora eu já posso dormir.. ufa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2777024352566038693-6348167884510620797?l=divadocurioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://divadocurioso.blogspot.com/feeds/6348167884510620797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2777024352566038693&amp;postID=6348167884510620797' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/6348167884510620797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/6348167884510620797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://divadocurioso.blogspot.com/2008/06/gente-to-muito-feliz-por-ver-que-tem.html' title=''/><author><name>Flávio Simões de Andrade Penna (vulgo Fau)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17100109477149566957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_ayX1H1bY7Ng/SJaXOgSE1SI/AAAAAAAAAAk/i5iJDtq9ses/S220/DSC00048.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2777024352566038693.post-5644062986957046347</id><published>2008-06-03T20:33:00.000-07:00</published><updated>2008-06-03T21:22:27.990-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alienação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tecnologia'/><title type='text'>normalidade narciso-esquizóide</title><content type='html'>A psicologia é uma das ciências mais belas e a mais humana das ciências humanas. Trata diretamente o humano e tem como objeto de estudo a subjetividade deste ser inacabado por natureza. As vezes me pego sorrindo ao ler um texto em que aprendo alguma coisa nova, só por entender um pouquinho mais como são esses seres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisando sobre narcizismo eu acabei naufragando em uma página onde pude alimentar minha sede, e naquela praia cibernética eu permaneci por cerca de uma hora, lendo e relendo um texto que me trouxe muita sabedoria. É de um autor chamado Marcimedes Martins da Silva, e o título é "O máximo eu - modelo da normalidade narciso-esquizóide". Vou colocar o texto aqui por completo para os que se interessarem. A princípio pode parecer complicado, mas a beleza é assim, nenem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é que nessa ilha existe algum alimento mais delicioso do que este, eu prefiro esgota-lo primeiro antes de conhecer outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A modernidade não se define a priori. Não é o atual que é modernidade ou não é moderna a atualidade. A confusão do uso do termo modernidade é geral. O consenso está mais para a utilização das palavras moderno e modernismo como referindo-se às manifestações artísticas e literárias do século XX ou iniciadas no século passado e que já teriam se alterado na década de 30 deste século. Contudo, vários estudiosos abordam a modernidade e a tratam como se todos os leitores de seus textos tivessem uma exata representação do termo. Para tentar fugir a isto, procuro situar, nas próximas linhas, o que é modernidade, pós-modernidade e supermodernidade, antes de discutir o que estou chamando de máximo eu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Berman divide a história da modernidade em três fases. A primeira iniciou-se no século XVI indo até o fim do século XVIII. A segunda começou com a Revolução Francesa indo até o século XIX de onde "... se desdobra a idéia de modernismo e modernização." (Berman, 1987, p. 16). A terceira fase é a do século XX no qual o processo de modernização toma o mundo todo. Julgando a colocação de Berman, tendo a acreditar que a modernidade de fato só teve início no século XIX e avançou pelo século XX. É que as mudanças de costumes ocorridas entre os séculos XVI e XVIII alteraram a vida social, porém não conseguiram me impor a visão do que é de fato moderno. Moderno é nova linguagem, é industrialização, é urbanização acelerada. A modernidade se constata, por exemplo, quando se compara o registro de apenas 420 profissões no século XIX, segundo Augusto Comte, com 24.000 profissões contadas pela UNESCO em 1963, enquanto até o século XVIII enumerava-se apenas 90. Tais números indicam uma característica inquestionável da modernidade - a velocidade - que se reflete na ocorrência de transformações rápidas na vida social e econômica, lembrando que cada especialidade profissional requer a criação de palavras e instrumentos próprios a cada campo de atividade. Não é tão fácil detectar se a modernidade é passado ou continua e se, hoje, se vive na pós-modernidade ou na supermodernidade. Pode-se, quando muito, afirmar que o terrorismo, a globalização e a midiatização estão a indicar o fim da modernidade e o início da pós-modernidade ou supermodernidade. É que a tecnologia utilizada, atualmente, começa a interferir na estrutura da sociedade e na ordem econômica mundial com um novo padrão de comportamento imposto pela informática. A insegurança pessoal atinge os limites do inaceitável quer seja no emprego, dentro de casa ou nos lugares públicos. O terror pode chegar através de uma carta-bomba, carro-bomba, homem-bomba e também via guerra, desemprego, informática. Uma volta na história mostra o trabalho dentro de casa e a guerra mais localizada, nas frentes de batalha. Depois, na modernidade, as grandes indústrias e os centros comerciais imperam, mas o risco do terrorismo não é ainda alarmante, os meios de comunicação e transporte ainda são lentos e a Terra ainda demora para ser atravessada. Na pós-modernidade ou supermodernidade, o terror pode ocorrer onde menos se espera; as pessoas estão trabalhando na própria moradia, mas têm como patrão uma grande aglomeração industrial localizada em outro país e as compras, via informática, não são mais realizadas nos centros urbanos, porém em qualquer lugar da Terra, sem sair de casa. É a era do máximo eu, um novo modelo de eu psíquico. Lasch (1986) descreveu como o eu se contraiu dentro de um núcleo defensivo, assediado pela adversidade, sendo exigido um eu mínimo para se manter o equilíbrio emocional. Porém, dez anos depois, o ser humano, "... o último ramo desviante da árvore da vida..." (Morin e Kern, 1995, p. 43), ganha tentáculos tecnológicos interativos. O olhar permite ver, entrar e atuar. O corpo, através do olhar, ocupa diferentes espaços em um curto tempo. Merleau-Ponty afirma que "...nosso corpo não está primeiramente no espaço: ele é no espaço." (1994, p. 205), e que "A espacialidade do corpo é o desdobramento de seu ser de corpo, a maneira pela qual ele se realiza como corpo." (1994, p. 206). O acesso ao objeto, que é obtido pelo olhar, é a possessão deste a fim de continuar a exploração do seu interior. Navegar, via informática, é ser diferente porque reafirma que ninguém está diante do próprio corpo, mas está em um corpo e, melhor ainda, é o corpo. O exemplo do cego, citado por Merleau-Ponty, demonstra que a bengala, tornando-se um instrumento familiar, começa a perceber o mundo a partir da sua extremidade e não mais a partir da epiderme. Navegar, na infovia, é fazer um caminho inverso: para o cego, o mundo recua para extremidade da bengala; para o infonauta, o mundo entra para dentro do corpo e se amplia a medida que seu olhar sai pelo passeio informático. O olhar toma posse para tornar o corpo possuído e expandido. A televisão e o vídeo, de certa forma, já introjetavam conteúdos perceptivos no corpo como se este andasse por outros lugares, porém o microcomputador permite sair da passividade da recepção e entrar na imagem, no jogo, na ação. O corpo passivo torna-se ativo e se passa a integrar a imagem. Cai a fronteira entre corpo-carne e corpo-imagem. É fundido um corpo-tecnológico. Mais ainda, diferentes experiências de vida podem não só serem conhecidas como também compartilhadas através de jogos, batalhas ecológicas, lances administrativos, entre outras possibilidades. Enganam-se aqueles que pensam que a ação individual é mera ficção, passando o infonauta a ser apenas mais um personagem na tela do micro. O jogo ou lance estratégico pode se situar no campo virtual, mas também pode interferir nos acontecimentos políticos, sociais e econômicos mundiais.O Comandante Marcos, no México, soube utilizar um microcomputador tipo notebook para favorecer a guerrilha e, para desespero de cientistas e governantes, os hacker - confundidos com piratas da informática - estão invadindo pesquisas e documentos secretos. Eis de volta uma sensação de onipotência aparentemente nova, porém que nunca deixou de estar presente no ser humano desde que se acreditou criado à imagem e semelhança de Deus. A questão é como a psique continua aprisionada enquanto o eu se maximiza. Não há tempo de reflexão diante do terror praticado pelos indivíduos, pelos grupos ou pelas nações. Resta "engolir" tudo, todas as imagens, incorporá-las. A alteração corporal não poderá prescindir o surgimento de um novo eu psíquico entendido como modelo de normalidade. Este modelo, apesar das divergências, tem que ser discutido mesmo diante das críticas mais mordazes como, por exemplo, a de Iraí Carone (1995) : "...ainda vivemos na pré-história da individualidade, de modo que aquilo que denominamos psicologia nada mais é do que a ilusão que acompanha, como uma sombra, a nossa própria ilusão de existirmos como indivíduos. Nós não somos indivíduos ainda, nós nos representamos, ou seja, a categoria indivíduo é uma falsificação ideológica, porque há condições objetivas impeditivas para a realização da individualidade. Indivíduo só é um termo do futuro, não do presente." &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tentando uma alternativa, para não utilizar o termo indivíduo, tenho que falar em humanidade, coletividade, sociedade, e daqueles que, somados, possibilitam que existam e, divididos, possibilitam a análise uns dos outros. Não é indivíduo, mas é um ser neurótico considerado normal. Melhor, era um ser neurótico normal, porém hoje tal modelo não serve mais. Freud, Reich e outros estudiosos da psique humana observaram os normais neuróticos. Nós observamos outros normais, perguntando que traços possuem em comum e que aceitam compartilhar sem internar e excluir o outro. Lasch (1983) aponta para o domínio da cultura do narcisismo na qual impera a ansiedade, a ameaça representada pelo outro, desejos sem limites, atitudes sexuais mais permissivas do que puritanas : o centro é o eu. Ocorre que da época - 1979 - que Lasch escreveu para hoje - 1996 - a velocidade alterou o narcisista, principalmente a velocidade das imagens, quer sejam as paisagens vistas pelas janelas de carros velozes ou de brinquedos de "Playcenter", quer sejam as imagens da televisão e do microcomputador. O narcisista está com dificuldade para se adaptar a tantas imagens por segundo. A velocidade aumenta e o objeto se distancia mais rapidamente sem ser apreendido como era antes. O desafio ao poder de separação temporal do olho está sendo ganho pela imagem. O eu está descentrado, não tem lugar ou, em outras palavras, a identidade é plural, excedendo. O máximo eu é do tipo narciso-esquizóide: sozinho, mas se acreditando mundo, e interpretando por e para si as informações, se desloca rápido, passando por cima dos seus iguais, ascético e frio. O olhar não localiza o próximo, porém aquilo que está distante, principalmente quando aparece na televisão ou no monitor. De repente, e até mesmo de forma assustadora, o vizinho aparece na tela e aí se toma conhecimento do que está próximo. A sensação, porém, não é de intimidade e, sim, de estranhamento, muitas vezes se deparando justamente com a apresentação dos conteúdos psíquicos, os mais íntimos, do vizinho. O tentáculo interativo do corpo-tecnológico estabelece a relação midiática com o próximo podendo, então, transformá-lo em ameaçador ou amigo. Infelizmente, a atualidade costuma se caracterizar mais pela ameaça que todos sentem diante de cada um ou que cada um sente diante de todos. O perigo está em toda parte e é preciso grade nas janelas e várias fechaduras nas portas, as quais não impedem, no entanto, a entrada da violência e sua manifestação dentro do próprio lar e, muito menos, consegue sufocar os desejos de quem quer se expandir pela informação, pelo conhecimento, pelo poder e pelo consumo. As janelas das publicações, do vídeo, do telefone, do microcomputador atuam como interfaces entre o prazer e o desejo reprimido. O mundo está acessível e, ilusoriamente, sob domínio. O narciso-esquizóide se aprisiona na própria onipotência e o outro, ameaçador, é ignorado ou usado, podendo facilmente ser descartado tanto quanto pode atacar. Não surpreende, assim, que o psicólogo israelense Gabriel Weil tenha declarado, em março de 1996, no tribunal, que Yigal Amir, assassino confesso de Yitzhak Rabin, tem tendências narcísicas e esquizofrênicas, mas é mentalmente são. O máximo eu admite como sua qualidade de vida a desumanização o que, muitas vezes, se facilita e se incentiva pelas novas tecnologias e excessiva comunicação, além de um fanatismo, que não é de hoje.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Restaurar valores, preservar identidades, conservar culturas, manter idiomas e promover a tradição religiosa são aspectos, entre outros, levantados para se falar em humanização ou re-humanização do ser perdido entre os avanços tecnológicos e a escravatura do máximo eu. As exigências se impõem pelos poderes acobertados pelo abstracionismo, portanto com interesses esquisos, auxiliado pela tecnologia. Quem executa o que lhe é ordenado deve ser reconhecido por ter dado o máximo de si mesmo. Quem comanda tem que simular que está dando o máximo de si mesmo fazendo usufruto do trabalho dos comandados. A velocidade proporcionada pela tecnologia, quando dá ao trabalhador o bem estar da economia de tempo, acaba por reverter isto em mais tempo para ser explorado e sofrer. O tempo, que teoricamente, seria ganho seu, converte-se em lucro do capital. A queda das fronteiras não passa de nova forma de prisão que altera a identidade pela falta de tempo e espaço para o ócio e a reflexão. No trabalho ou em casa, a realidade virtual - uma nova ideologia?(2) - ilude através de ícones e simulacros. O sonho de cada um é o ter e, tendo, ser considerado indivíduo. Não tendo, uma saída é a busca de identificação com um ícone, passando a vivenciar a iconoplastia: um fã quer devorar ou possuir o ícone, acreditando poder assim dominá-lo, uma vez que projetou sonhos, esperanças e frustrações no objeto de desejo. É a aceitação da simulacrocracia: a submissão às imagens onde não há falso ou verdadeiro, pois o falso é igual a verdade, restando somente representações de representações que agradam a todos. As representações dependem da participação do olhar esquizóide de narciso na resolução de imagem apresentada pelo vídeo ou pela televisão. O verdadeiro é o transmitido pela televisão e, por isto, o eu tem que sair de espectador e passar a ser imagem. O eu sem corpo-tecnológico não é eu. Daí a intimidade tem que ser possuída por este corpo-tecnológico. É preciso expor o psicológico e se tornar o máximo eu diante de todos. Ir para a televisão, ser transmitido não importa o preço, é a oportunidade de exposição do eu e de nova identidade - a de herói nacional ou, na era da globalização, internacional. O máximo eu retorna à casa pela porta aberta da televisão, mas correndo o risco de ser obrigado a fugir pela porta dos fundos, à noite, travando uma luta na qual tudo o que se quer é ter individualidade e ser, finalmente, chamado de indivíduo, ainda que rotulado de narciso-esquizóide, um ser normal. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Autor: Marcimedes Martins da Silva&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2777024352566038693-5644062986957046347?l=divadocurioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://divadocurioso.blogspot.com/feeds/5644062986957046347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2777024352566038693&amp;postID=5644062986957046347' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/5644062986957046347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/5644062986957046347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://divadocurioso.blogspot.com/2008/06/normalidade-narciso-esquizide.html' title='normalidade narciso-esquizóide'/><author><name>Flávio Simões de Andrade Penna (vulgo Fau)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17100109477149566957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_ayX1H1bY7Ng/SJaXOgSE1SI/AAAAAAAAAAk/i5iJDtq9ses/S220/DSC00048.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2777024352566038693.post-4691708867993246856</id><published>2008-05-30T23:51:00.000-07:00</published><updated>2008-05-30T23:58:10.073-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alienação'/><title type='text'>A INTERNET COMO EXPRESSÃO  DA INDÚSTRIA CULTURAL</title><content type='html'>&lt;a name="Resumo"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;O BATE-PAPO INDUSTRIALIZADO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As extensões apontadas por Mcluhan (criações do homem, ferramentas como é o martelo ou o computador. NotadoFau ^^)  estão cada vez mais aperfeiçoadas para reforçar a alienação e a reificação. A cada prolongamento ou a cada sofisticação de uma extensão humana, a tecnologia afasta o criador da natureza. A cada alteração desta, é a própria natureza humana que passa por um processo tecnológico e obriga cada um de nós a participar em profundidade:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;“Mas na era da eletricidade, quando o nosso sistema nervoso central é tecnologicamente projetado para envolver-nos na Humanidade inteira, incorporando-a em nós, temos necessariamente de envolver-nos, em profundidade, em cada uma de nossas ações.” (Mcluhan., p. 18)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das características da sociedade industrial é o excesso de ofertas de produtos.  A Internet, mais do que qualquer outro meio de comunicação, oferece informação  e a possibilidade de comunicação 24 horas por dia em quantidade nunca oferecida por qualquer outro meio. Nicolaci-da-Costa afirma:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;“O excesso de informação que caracteriza a Rede se deve á facilidade e à liberdade que nela se tem de divulgar e acessar idéias, no mais das vezes de forma a propiciar a interatividade e a discussão.” (1998, p. 136)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais palavras não devem nos confundir. O mundo da rede está completamente determinado pela técnica e oferece facilidade e liberdade de divulgar e acessar idéias  desde que os usuários tenham domínio das máquinas e das padronizações de linguagens exigidas por elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida humana no ciberespaço é vivida na relação de dependência ao desempenho da máquina, estando diretamente ligada aos suportes técnicos oferecidos por pessoas especializadas. No entanto, o desenvolvimento das linguagens de programação gerando a facilidade de comunicação nas salas de bate-papo, faz com que qualquer usuário esqueça das mediações. A função visual é que predomina como extensão alfabética e são telas que unem os olhares de quem bate papo. A falta de contato direto é que torna difícil o envolvimento. O olhar, forma característica do flerte, está prejudicado. A fala, característica que o papo não pode prescindir, está ausente. Os sentimentos e as emoções não são os mesmos da tradição oral, não há papo. O bate-papo está industrializado. A ação não remete à reação porque o outro pode permanecer indiferente e não se manifestar. Lembremos Mcluhan:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;       “A civilização se baseia na alfabetização porque esta é um processamento uniforme de uma cultura pelo sentido da visão, projetado no espaço e no tempo pelo alfabeto. Nas culturas tribais, a experiência se organiza segundo o sentido vital auditivo, que reprime os valores visuais. A audição, à diferença do olho frio e neutro, é hiperestética, sutil e todo inclusiva. As culturas orais agem e reagem ao mesmo tempo. A cultura fonética fornece aos homens os meios de reprimir sentimentos e emoções quando envolvidos na ação. Agir sem reagir e sem se envolver é uma das vantagens peculiares ao homem ocidental letrado.” (1998, p.105)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2777024352566038693-4691708867993246856?l=divadocurioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://divadocurioso.blogspot.com/feeds/4691708867993246856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2777024352566038693&amp;postID=4691708867993246856' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/4691708867993246856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/4691708867993246856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://divadocurioso.blogspot.com/2008/05/internet-como-expresso-da-indstria.html' title='A INTERNET COMO EXPRESSÃO  DA INDÚSTRIA CULTURAL'/><author><name>Flávio Simões de Andrade Penna (vulgo Fau)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17100109477149566957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_ayX1H1bY7Ng/SJaXOgSE1SI/AAAAAAAAAAk/i5iJDtq9ses/S220/DSC00048.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2777024352566038693.post-4904625750998592766</id><published>2008-05-30T23:35:00.000-07:00</published><updated>2008-05-30T23:38:11.588-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suicídio'/><title type='text'>Suicídio - definições</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O suicídio é:&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"... um ato de heroísmo." (Sêneca)&lt;br /&gt; "... um ato próprio da natureza humana e, em cada época, precisa ser repensado." (Goethe)&lt;br /&gt; "... a destruição arbitrária e premeditada que o homem faz da sua natureza animal." (Kant)&lt;br /&gt; "... uma violação ao dever de ser útil ao próprio homem e aos outros." (Rosseau)&lt;br /&gt; "... admitir a morte no tempo certo e com liberdade." (Nietzsche)&lt;br /&gt; "... uma fuga ou um fracasso." (Sartre)&lt;br /&gt; "... a positivação máxima da vontade humana." (Schopenhauer)&lt;br /&gt; "... todo o caso de morte que resulta directa ou indirectamente de um acto positivo ou negativo praticado pela própria vítima, acto que a vítima sabia dever produzir este resultado." (Durkheim)&lt;br /&gt;           &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Definições teóricas se alternam, se complementam,  se contradizem: as reticências, ou mesmo um ponto de  interrogação, permanecem em desafio a uma resposta definitiva e exata. Não há uma única resposta porque o caminho do suicídio é o da ambigüidade. Nele vida e morte se encontram, se complementam, se contradizem, repetindo este movimento infinitamente como as definições do próprio termo em torno de ódio e amor, coragem e covardia, etc. Mesmo afirmativas que parecem inquestionáveis, como a de que o suicídio é resultado de angústia e sofrimento, não valem para todos os países e se tornam absurdas quando se estudam os casos de suicídio em países orientais. É comum os estudiosos do suicídio serem acusados de defendê-lo e incentivá-lo, sem considerar de maneira mais humana o drama de quem vive com suicidados na família ou com o suicídio dentro de si mesmo. A tais acusações, cabe responder que é preciso chamar a sociedade a assumir parte da responsabilidade com os suicidados o que não significa defendê-los e nem incentivar o ato suicida, mas a discussão é rica justamente porque o drama vida/morte é vivido por todos nós com nossas reflexões carregadas de sentimentos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2777024352566038693-4904625750998592766?l=divadocurioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://divadocurioso.blogspot.com/feeds/4904625750998592766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2777024352566038693&amp;postID=4904625750998592766' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/4904625750998592766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/4904625750998592766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://divadocurioso.blogspot.com/2008/05/suicdio-definies.html' title='Suicídio - definições'/><author><name>Flávio Simões de Andrade Penna (vulgo Fau)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17100109477149566957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_ayX1H1bY7Ng/SJaXOgSE1SI/AAAAAAAAAAk/i5iJDtq9ses/S220/DSC00048.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2777024352566038693.post-548792621528880232</id><published>2008-05-30T23:21:00.000-07:00</published><updated>2008-05-30T23:24:51.958-07:00</updated><title type='text'>Olá, seja bem vindo</title><content type='html'>Bem, primeiramente gostaria de explicar a mudança do endereço e hospedagem do meu blog. Ocorreu que não sou mais assinante do terra, então não tive escolha. Heehe, bricadeira, eu já queria mudar fazia um tempinho, só foi um pontapé pra vir logo de vez pra um endereço melhor. Enfim, continuarei com o mesmo tema, embora tenha mudado o título do blog porque não poderia utilizar o anterior. É isso aí, pra quem curte esse assunto, to aí, continuando a ajudar na divulgação das curiosidades da nossa mente. Abraços, aproveitem o texto acima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2777024352566038693-548792621528880232?l=divadocurioso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://divadocurioso.blogspot.com/feeds/548792621528880232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2777024352566038693&amp;postID=548792621528880232' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/548792621528880232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2777024352566038693/posts/default/548792621528880232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://divadocurioso.blogspot.com/2008/05/ol-seja-bem-vindo.html' title='Olá, seja bem vindo'/><author><name>Flávio Simões de Andrade Penna (vulgo Fau)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17100109477149566957</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_ayX1H1bY7Ng/SJaXOgSE1SI/AAAAAAAAAAk/i5iJDtq9ses/S220/DSC00048.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
